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Em Salvador, revitalização da Barra é mais um ato de exclusão praticado pela gestão de ACM Neto, afirma Hilton Coelho

A anunciada revitalização da Barra, em Salvador, que custará mais de R$ 50 milhões, cerca de metade do valor destinado à requalificação da orla de Salvador, R$ 111,6 milhões, foi considerada pelo vereador Hilton Coelho, do PSOL, como mais um ato de exclusão da maioria da população em nome de uma lógica de mercado “que beneficia os mesmos de sempre”. De acordo com Hilton Coelho, tal medida valoriza ainda mais uma área já valorizada pelo mercado imobiliário e esquece propositadamente outras regiões de Salvador, como as Ilhas, Subúrbio Ferroviário e demais áreas de Ondina a Praia do Flamengo. “Nada contra se investir em turismo, porém não a esse custo social”, critica.
 
Hilton Coelho, que mora em Itacaranha, lembra que em seu bairro os moradores podem ver tubulação da Embasa (empresa de saneamento de Salvador) passar pela faixa de terra da praia em uma obra mal feita como se a população local não merecesse uma área de lazer de melhor qualidade. “Ora, esse absurdo, para nós, tem o nome de exclusão social. Nada temos contra a Barra e investimento em turismo, paisagismo, iluminação e outros investimentos, porém, não apenas em uma região e sim que os recursos sejam mais bem distribuídos”, pontua o vereador do PSOL.
 
Hilton Coelho, mesmo com a previsão de revitalização de outras áreas, como São Thomé de Paripe, Tubarão, Ribeira e outras, repudia o que está sendo feito. “Há uma total falta de democracia e não se consulta nem mesmo a população da Barra sobre o que será feito. O prefeito ACM Neto quase sempre alega falta de recursos para investir na cidade. Agora tem assegurado acerca de R$ 112 milhões e gasta metade em um único local. A população de Salvador em geral, e da Barra em especial, não sabe sobre os detalhes da tal obra milionária. Temos apenas um croqui divulgado no Diário Oficial e distribuído pela prefeitura através da Assessoria Geral de Comunicação (Agecom). Lança-se um edital, fingi-se que se discute e implanta-se de forma autoritária uma obra que questionamos sua necessidade. Manifestamos nosso repúdio à obra e queremos que a população diga não a esse absurdo”, finaliza Hilton Coelho.

 

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