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Esta quinta-feira (26) é Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação

Do PSOL Nacional, Leonor Costa
 
Nesta quinta-feira (26), movimentos que atuam no setor da educação tomarão as universidades e as escolas em mobilizações contra os ajustes e os cortes promovidos logo no início do segundo mandato do governo de Dilma Rousseff. Em todo o país, a militância sindical, estudantil e social participará do Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, que tem o lema: “Ocupar as ruas, as escolas, as universidades contra os cortes de verbas da Educação”.   
 
Segundo nota ressaltando a importância da participação nas mobilizações no dia 26 de março, assinada por militantes de vários setores, incluindo do PSOL, a Educação foi uma das áreas mais atingidas pelos cortes promovidos pelo governo. O ajuste já soma mais de 7 bilhões, deixando várias universidades e escolas com o início do ano letivo comprometido. “O impacto disso na realidade de cada universidade, seja privada ou pública, já é sentido pelos estudantes, professores, técnico-administrativos e terceirizados, inclusive várias universidades do país estão com atrasos no pagamento dos salários dos funcionários terceirizados, impedindo o inicio das aulas, como na UFRJ e UERJ”, ressalta a nota.
 
Conforme denunciam, na Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, apenas 70% da verba que a instituição teria de receber este ano (11 milhões) foi repassada. Outro exemplo das conseqüências sofridas com o corte é na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde as aulas tiveram início com o restaurante universitário fechado por falta de recursos para o seu funcionamento.
 
A política de ajuste do governo também atinge os alunos das instituições privadas de ensino. Com as mudanças ocorridas no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), vários estudantes já atendidos pelo programa correm o risco de terem que deixar o curso por não conseguirem pagar e, ao final, poderão sair como inadimplentes. Os novos alunos também estão tendo dificuldades de se cadastrar no programa. “Esse é um problema do governo que apresentou o Fies como a saída para a falta de universalização do ensino público ao mesmo tempo em que servia aos empresários do mercado educacional com repasse indireto de recursos públicos. Diante da crise, o governo escolheu recuar e fazer cortes, colocando a conta nas costas dos estudantes. Sem falar nas demissões de professores, como na PUC-SP onde foram mais de 50 demitidos”, explica a nota.
 
O militante do PSOL e membro da Diretoria de Políticas Educacionais da UNE, Kauê Scarim, explica que o dia unificado de luta pela educação será uma resposta dos estudantes à crise social pela qual passa o Brasil. “Para nós, mais do que nunca, este é o momento de fortalecer a luta por mais direitos, inclusive na educação. Isso começa por não aceitar nenhum corte na área, ao contrário do que o governo federal vem fazendo, e pela defesa irrestrita dos estudantes, tanto do ensino público, que vêm sofrendo nesse início de ano com a falta de verbas, com universidades em profunda crise, e também do ensino privado, em que muitos estão precisando parar de estudar pelos problemas no Fies”, ressalta.
 
Scarim, ao reforçar a crítica às políticas de ajuste do governo, faz referência ao lema “pátria educadora”, anunciado pela presidente Dilma na cerimônia de posse como a prioridade de seu segundo mandato. “Neste dia 26, queremos dizer que ‘pátria educadora’ de fato não tira dinheiro da educação, e sim, ao contrário, amplia investimentos, por exemplo, com a taxação das grandes fortunas e a mudança da política econômica”, pontua.
 
O PSOL, por meio de sua militância nas universidades e escolas, integrará o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação.
 
Para saber mais sobre o 26 de março, acesse o evento no facebook.

 

 

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