A nova proposta da Fenaban, apresentada após o 22º dia da greve que fechou 12.140 agências, inclui ainda três novas cláusulas: proibição de os bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano e adesão ao programa de vale-cultura do governo, no valor de R$ 50,00 por mês.
O Sindicato dos Bancários de Santos e Região afirma que diante da dura resistência do Comando, os bancos recuaram da proposta inicial de obrigar os grevistas a compensar todos os dias de greve em 180 dias. Finalmente aceitaram compensar no máximo uma hora extra diária, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro.
“O endurecimento da categoria, organizada pelo movimento sindical bancário, e a união de todas as correntes políticas sindicais fizeram os banqueiros recuarem na decisão de apenas oferecer a inflação e cobrar todas as horas extras dos grevistas. É claro que a proposta é insuficiente, porém houve avanços porque os banqueiros bateram o pé nos 6,1% e nada mais. Foram precisos 23 dias de greve, a segunda maior que todos os bancários (bancos privados e estatais) unificados realizaram na história, para arrancarmos alguma coisa a mais”, afirmou Ricardo Saraiva Big, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, membro da Coordenação Nacional da Intersindical e militante do PSOL.
A greve durou 22 dias para alguns sindicatos, que fizeram assembleias na sexta-feira (11) e decidiram pelo retorno ao trabalho a partir desta segunda-feira. De acordo com balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), o retorno ao trabalho foi gradativo, pois a proposta da Fenaban foi aceita inicialmente só pelos trabalhadores de bancos privados. Embora tenham parado simultaneamente, o pessoal dos bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal à frente – tem pautas específicas, além da proposta para toda a categoria.

