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Manifestação toma conta das ruas do centro do Rio em defesa da educação e contra a violência do Estado

Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

Estudantes, professores, bancários e outras categorias de trabalhadores promovem o maior ato depois das jornadas de junho. Greve dos trabalhadores das redes estadual e municipal de educação continua e sindicato promove assembleia nesta terça e quarta-feira
 
A população do Rio de Janeiro assistiu nesta segunda-feira (07) a maior manifestação ocorrida na cidade após as jornadas de junho, quando ativistas sociais, trabalhadores, estudantes e militantes de várias organizações promoveram uma série de atos no mês de junho com uma pauta variada de reivindicações. Desta vez, o mote central da manifestação, que se concentrou próximo à Igreja da Candelária, no centro da cidade, foi em apoio à greve dos professores estaduais e municipais e também contra a violência do Estado.
 
Milhares de pessoas, entre estudantes, professores, bancários, petroleiros e outras categorias de trabalhadores, saíram às ruas do Rio de Janeiro no protesto denominado de Um Milhão pela Educação. A passeata seguiu pela Avenida Rio Branco, uma das principais do centro, até a Cinelândia, se encerrando em frente à Câmara dos Vereadores. O local foi palco, no último dia 1º, de uma violenta repressão da Polícia Militar (PM) aos representantes do magistério e também a outros manifestantes, durante votação do plano de cargos e salários dos professores municipais, enviado à Câmara Municipal pelo prefeito Eduardo Paes.
 
Em nota publicada em seu site, o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro) afirma que ao final do ato, quando os manifestantes já se encontravam na Cinelândia, conflitos violentos entre policiais militares e grupos de manifestantes mostraram que, mais uma vez, o aparato de segurança do Estado não tem condições de atuar em protesto dessa natureza. Bombas de efeito moral, gás de pimenta e repressão violenta dos policiais acabaram atingindo vários trabalhadores da educação e manifestantes que participaram do ato, em apoio à educação pública estadual e municipal.
 
O deputado Chico Alencar, do PSOL do Rio de Janeiro, afirma que a passeata de ontem mostrou que a população da cidade do Rio de Janeiro defende a educação pública gratuita e de qualidade. “Gente que caminhou por essa avenida em paz, com muita fibra, sonhando com um país melhor. Cabral, Paes e todos os governantes, prioridade à educação pública, gratuita, de qualidade e democrática. Bomba, canhão, não vence a nossa paixão, não vence o nosso sonho de uma educação para todos. É pela mobilização que a gente muda esse país de fato”, disse o deputado, ao final da manifestação.
 
Marcelo Freixo, deputado estadual, considera que esta segunda-feira foi um dia histórico da luta pela educação no Rio de Janeiro. Segundo ele, o ato foi bonito e a Avenida Rio Branco ficou repleta de pessoas que valorizam a educação pública e uma cidade mais democrática.
 
Greve continua
Os professores e funcionários da educação do estado do Rio estão em greve desde o dia 8 de agosto. Na rede municipal, há estimativas de que a greve tenha uma adesão de 81% das escolas.
 
Os trabalhadores da educação estadual reivindicam 20% de reajuste e aumento do piso salarial, que atualmente é de R$ 1.081,00, para o professor, e de R$ 717,44, para o funcionário administrativo. Eles também querem eleições diretas nas escolas estaduais, como forma de democratizar a escolha dos gestores. Os funcionários administrativos reivindicam, ainda, a carga horária semanal de 30 horas.
 
Já os trabalhadores da rede municipal de ensino, também em greve por tempo indeterminado, reivindicam a anulação da sessão da Câmara de Vereadores que aprovou o plano de cargos e salários proposto pelo prefeito Eduardo Paes. Segundo os trabalhadores, a lei foi aprovada sem qualquer discussão com a categoria, numa sessão em que foram utilizados o aparato militar e bombas contra os grevistas. Além disso, os trabalhadores em greve querem a imediata reabertura de negociações da prefeitura com o Sepe, para que seja elaborada e enviada à Câmara Municipal uma proposta de PCCR dos profissionais de educação. “É fundamental que a prefeitura respeite decisões acordadas entre o Executivo e o sindicato”, afirma o Sepe.
 
Os profissionais da rede estadual de educação promovem assembleia na tarde desta terça-feira,  no Clube Municipal, para decidir os rumos da mobilização. Na rede municipal, a próxima assembleia geral será nesta quarta-feira, 9 de outubro, também no Clube Municipal, na Tijuca.

 

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