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Marcelo Freixo vai estimular a indústria cultural por meio de incentivos fiscais

O candidato a prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que a cultura vai ser estimulada na cidade por meio de incentivos fiscais para os produtores e também pela criação do que ele intitulou “CPF da Cultura” (Conselho, Plano e Fundo da Cultura). Em encontro com representantes do setor audiovisual na manhã desta sexta-feira (31/8), na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Centro do Rio, Marcelo explicou também que as escolas, lonas e outros espaços públicos devem ser utilizados para fomentar a cultura local, criando uma identificação da população com seu território.

Na questão dos incentivos fiscais, Marcelo afirmou que vai fazer uma reforma tributária municipal na qual a produção cultural será beneficiada: “Não é possível que os produtores paguem 5% de ISS (Imposto Sobre Serviços), enquanto outros setores tem alíquotas menores. Ao reduzir esse tributo, você incentiva a produção e pode até aumentar a renda, pois haverá mais investimentos na cidade, gerando novos empregos” .

Sobre a política governamental, o candidato do PSOL lembrou que a prefeitura tem obrigação de estimular a população, que deve deixar de ser mero espectador. Para isso, o “CPF da Cultura” funcionará com o conselho, formado por especialistas no assunto, que vai definir propostas e projetos que precisam de apoio do poder público; com o plano, que servirá como diretriz para a atuação da política municipal; e o fundo, que fornecerá as verbas necessárias.

“Hoje, nós temos a cidadania do aplauso, na qual o carioca é chamado para ver grandes eventos, aplaudir e voltar para casa. Não há um processo democrático que dê voz para essa população. Queremos fazer isso utilizando os espaços escolas, por exemplo. Elas podem oferecer opções de cultura como cineclubes, criando uma rede de acesso e de produção de filmes na cidade”, afirmou Marcelo.

Na questão específica da produção cinematográfica no Rio, Marcelo afirmou que a RioFilme pode continuar atuando comercialmente, mas deve também trabalhar no estímulo de produções que não levem a questão financeira em conta: “Se você considera que o cinema pode ser uma ferramenta de legitimação da população, entende que a distribuição de filmes não deve atender a uma lógica comercial apenas”.

Fonte: www.marcelofreixo50.com.br

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