Doze integrantes da CPMI do Golpe protocolaram uma notícia-crime no Ministério Público Federal contra o coronel do Exército Jean Lawand Júnior por falso testemunho em seu depoimento à comissão na última semana.
O nome de Lawand ganhou notoriedade após a divulgação de suas mensagens de caráter golpista trocadas em 2022 com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, então presidente.
“CID, pelo amor de Deus, o homem [Bolsonaro] tem que dar a ordem”, pediu Lawand em 10 de dezembro. O mesmo pedido já havia sido feito pelo militar, em áudio, nove dias antes. Naquela ocasião, Cid respondeu que o então presidente não “daria a ordem” por não confiar no ACE, uma alusão ao Alto Comando do Exército.
Na CPMI, Lawand não negou a troca de mensagens, mas disse que não teria pedido um golpe de Estado ou incentivado a desobediência entre os militares.
O pedido de investigação é assinado pelos deputados Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Erika Hilton (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Duarte Júnior (PSB-MA), Rogerio Correia (PT-MG), Duda Salabert (PDT-MG), Rubens Pereira Junior (PT-MA) e Adriana Accorsi (PT-GO), além dos senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Jorge Kajuru (PSB-GO), Rogerio Carvalho (PT-SE) e Soraya Thronicke (União-MS).

