fbpx

Nesta quarta-feira, MPL e metroviários promovem, em São Paulo, manifestação por transporte público de qualidade

Organizações denunciam desvios envolvendo administração do Metrô, grandes empresas e governos do PSDB
 
O MPL (Movimento Passe Livre) e o Sindicato dos Metroviários de São Paulo convocaram para esta quarta-feira (14), às 15h, no Vale do Anhangabaú , um ato político cuja pauta central é transporte público e de qualidade. As organizações também irão denunciar o suposto esquema de corrupção que teria desviado, até o momento, R$ 425 milhões das obras do Metrô e da CPTM (Companhia Paulistana de Trens Metropolitanos). Militantes do Movimento Passe Livre e trabalhadores do Metrô querem um transporte que atenda às demandas da cidade e tenha uma redução maior na tarifa. 
 
De acordo com o Sindicato dos Metroviários, o metrô de São Paulo tem uma das tarifas mais altas do país. Mesmo após a revogação do aumento, resultado das mobilizações de junho, a tarifa é de R$ 3,00. Uma petição encaminhada pelo Sindicato dos Metroviários ao Ministério Público de São Paulo, reivindicando a diminuição do valor das tarifas de transporte público de São Paulo, mostra que, em 1995, a passagem do metrô custava R$ 0,80. Se fosse corrigida pela inflação do período, teria de ser hoje de R$ 1,97, uma diferença de R$ 1,23 em relação aos R$ 3,20 que estava sendo proposto anteriormente. O mesmo ocorria com as tarifas de ônibus, que em 1994 eram de R$ 0,50 e hoje deveriam custar R$ 1,71, representando uma defasagem de R$ 1,49 em relação à tarifa atual.
 
Números da corrupção 
Até o momento, três contratos foram investigados pelo Cade (Comitê Administrativo de Defesa Econômica): dois na Linha 2-Verde e um na Linha 5-Lilás. O valor do superfaturamento é de R$ 252 milhões. Já na CPTM, na contratação da série 3000 e na manutenção das séries 2000 e 2100, o superfaturamento chegou a R$ 173,1 milhões, conforme ressalta o Sindicato dos Metroviários.
 
Segundo as denúncias divulgadas na imprensa, as gestões de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, do PSDB, teriam recebido propinas de grandes empresas para que vencessem licitações com preços superfaturados. No cartel estavam envolvidas 18 grandes empresas como Alstom, Bombardier, CAF e Mitsui.
 
A Siemens, empresa que entregou o esquema do qual também fazia parte, revelou que as corporações venciam concorrências com preços superfaturados em 30% para a manutenção e a aquisição de trens e para a realização das obras de expansão do Metrô e da CPTM.
 
Para o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, é preciso dar um basta neste esquema de corrupção, pois “enquanto o usuário do Metrô e dos trens paga uma tarifa alta, vivendo no sufoco em trens lotados e convivendo com acidentes e paralisações cada vez mais frequentes, os políticos do PSDB e altos-executivos do Metrô e da CPTM recebem altos valores”. 
 
Na avaliação da entidade, com todo dinheiro desviado e o superfaturamento envolvendo a administração pública do estado de São Paulo, seria possível delinear a redução da tarifa, rumo à tarifa zero, a ampliação das redes metroviária e ferroviária, integração da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) com o transporte municipal e a ampliação do funcionamento, redução de falhas, paradas técnicas e acidentes.

 

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,700SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas