O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) manifesta seu repúdio à condução coercitiva do curador do Queermuseu, Gaudêncio Fidelis (foto), à CPI dos Maus Tratos, presidida pelo senador Magno Malta (PR-ES) e supostamente instaurada para combater casos de abusos, exploração e violência contra crianças e adolescentes.
A condução coercitiva não se aplica à convocação neste caso, uma vez que o Professor de História da Arte, Gaudêncio Fidelis, havia concordado em comparecer à próxima reunião agendada pela Comissão – embora discordasse que a exposição Queermuseu tivesse qualquer coisa a ver com os trabalhos da CPI.
Diversos fatos protagonizados por grupos de caráter protofascista vêm tentando criar uma matriz de opinião favorável à censura e a criminalização da atividade artística, cultural e intelectual no Brasil, de modo a favorecer projetos ultraconservadores nas eleições de 2018.
O PSOL denuncia essas ações como parte de uma estratégia para ocultar os verdadeiros crimes em andamento contra o povo brasileiro como são as contrarreformas em curso, como o desmonte dos direitos trabalhistas e previdenciários. Indecentes não são a arte, a cultura e o livre pensar, que são vetores de autoconsciência da humanidade. Vergonha é a falta de acesso e o descaso com a educação e a saúde públicas e a revoltante miséria a que são submetidos crianças, adolescentes e a maioria do povo no Brasil.
Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados
Executiva Nacional do PSOL
Brasília, 21 de Novembro de 2017

