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Nova lista da Odebrecht confirma: Temer não tem mais condições de continuar à frente do governo

A nova lista com políticos e partidos com graves acusações de receberem propinas ou dinheiro para caixa-dois, divulgada na tarde desta terça-feira (11/04) pelo jornal O Estado de São Paulo, confirma que o presidente ilegítimo Michel Temer não tem mais condições de continuar à frente do Palácio do Planalto e que sua base de sustentação no Congresso Nacional também não possui legitimidade para aprovar as reformas em discussão.

Na enorme lista, definida pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), constam nove ministros, 24 senadores e 39 deputados federais, entre eles os presidentes da Câmara e do Senado, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), respectivamente. Os nomes, de praticamente todos os partidos com representação no Congresso Nacional, serão alvos de inquéritos, abertos por determinação do ministro relator. Novamente nenhum nome do PSOL é citado. E continuará não sendo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Conforme explicou a reportagem do Estadão, o grupo listado por Fachin faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao STF com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os campões com o maior número de inquéritos são três fieis aliados de Temer: os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Romero Jucá (PMDB-RR), terão cinco inquéritos abertos, cada um; e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o segundo da lista, terá quatro inquéritos abertos contra ele.

Com a nova lista de Fachin fica óbvio o verdadeiro mar de lama a que o governo Temer vem se afundando. A maioria dos citados faz parte de sua base de sustentação no Congresso Nacional. Fora isso, nove ministros de seu governo terão inquéritos abertos contra eles: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República; Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia; Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional; Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores; Blairo Maggi (PP), da Agricultura; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS); da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.

Em relação ao Legislativo, não sobra praticamente nenhum aliado de Temer no esforço de aprovar suas propostas do ajuste fiscal, que colocam em risco direitos sociais e trabalhistas, conquistados com muita luta ao longo das últimas décadas. Vale destacar, ainda, que o seu principal aliado na Câmara, Rodrigo Maia, é um dos políticos que serão investigados na operação Lava Jato.

Entre os partidos, os maiores, como PMDB, PSDB, PT, DEM, PP, PSD, PR, PSB, entre outros, estão na lista de Fachin.

O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, explica que o partido decidiu entrar com representação contra Michel Temer, para que ele seja também investigado. Além disso, destaca a posição da Executiva Nacional e da bancada do PSOL na Câmara para que sejam convocadas novas eleições. “É um absurdo que o ministro Fachin não tenha indicado uma investigação conte ele (Temer), como há precedente no Supremo, inclusive do ministro Teori Zavascki permitindo investigação de presidente em exercício. Esse governo perdeu totalmente a legitimidade, com nove ministros investigados e todas as suas lideranças no Congresso Nacional. Nós não aceitamos nenhuma votação, não aceitamos nenhuma reforma feita por esse governo e queremos que sejam convocadas eleições diretas, imediatamente, para que o povo decida não só quem governa, mas que programa, que medidas e que reformas são necessárias para o Brasil”.

O dirigente nacional do MTST, Guilherme Boulos, ao comentar a abertura dos inquéritos, destacou a influência de boa parte da lista no governo de Michel Temer. “Só o fato de ter nove ministros investigados por corrupção já faz com que esse governo perca a condição política de seguir dirigindo o país. Além disso, o fato dos presidentes das duas casas do Congresso Nacional estarem também agora investigados faz com que esse Congresso perca a condição de aprovar qualquer medida, ainda mais medidas tão graves ao povo brasileiro, como as reformas da Previdência e trabalhista, que retiram conquistas históricas de direitos sociais”, destaca Boulos.

Segundo ele, Temer tem que sair imediatamente do governo e novas eleições diretas precisam ser convocadas, para que o povo brasileiro possa discutir os rumos e o futuro do país.

https://www.facebook.com/MidiaNINJA/videos/864111640413649/

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também considerou que, diante das citações de diversos parlamentares e de ministros, tanto o Congresso Nacional não tem mais condições de apreciar as reformas em discussão, quanto o atual governo não pode continuar. Ele destacou, ainda, o fato de o PSOL ser um dos poucos partidos com representação na Câmara que, mais uma vez, não é incluído nas investigações. “Reforma da Previdência, reforma trabalhista, terceirizações e uma reforma política que quer eliminar exatamente os partidos que são programáticos e ideológicos, como o PSOL, que não tem ninguém na lista. E nós estamos aqui para mostrar que é possível fazer política com ética, sem financiamento privado de campanha”.

Em relação aos rumos do governo Temer, Valente é taxativo: “Esse governo que está aí, ilegítimo, ilegal e imoral, não tem condições de continuar e, muito menos ainda, de impor condições ao povo brasileiro de retirada de direitos, não deixar ninguém mais se aposentador nesse país, desregulamentar todas as relações de trabalho e rebaixar todo mundo a trabalhador terceirizado. Tudo isso tem a ver com as denúncias de corrupção”.

https://www.facebook.com/psol50oficial/videos/1530689796975897/

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