Um vídeo difamatório intitulado “Professor: sou V dou o C” é a peça mais recente de uma campanha difamatória que deputados e militantes contrários à cidadania de minorias historicamente estigmatizadas vêm difundindo na internet. O vídeo, publicado na semana dos dias 8 a 12 de abril pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), deturpa palavras do professor Cristiano Lucas, militante pelo respeito à diversidade sexual no Distrito Federal, e apresenta uma edição retalhada de frases com o claro objetivo de corromper seu contexto, acusando o professor de pedófilo. A edição teve mais de 120 mil visualizações, antes de ser retirado pelo canal Youtube.
Esse tipo de atitude que desvia debates políticos para atacar ativistas sociais expondo suas vidas, fotos pessoais e buscando “demonizá-los” em campanhas de ódio na internet é um grande risco para a democracia. Essa campanha difamatória desmoraliza publicamente ativistas (sem qualquer possibilidade de resposta) e desencadeia uma campanha de ódio que se reproduz em sites e blogs.
Não é a primeira vez que o mesmo deputado expõe publicamente um ativista da Diversidade. Em 2012, Bolsonaro publicou um vídeo chamado “Deus Salve as Crianças” – também editado de forma distorcida – atacando a professora universitária Tatiana Lionço, e diversos outros militantes, insinuando, entre outras coisas, que se tratavam de apoiadores da pedofilia e da sexualização das crianças. Esses vídeos são replicados na internet e, depois de retirados pela rede Youtube, são publicados por outros perfis, incitando xingamentos e ameaças de agressão física (como se pode ver numa pequena mostra, em anexo). Colocando, inclusive, a vida destes ativistas e parlamentares em risco.
O deputado Marco Feliciano, ao ter sua presidência questionada na Comissão de Direitos Humanos, também produziu um vídeo em que ataca defensores dos direitos Humanos. No vídeo, chamado de “Marco Feliciano renuncia”, falas de ativistas sociais e parlamentares são editadas, as mobilizações contra a presidência de Feliciano são chamadas de “rituais macabros” e novamente se afirma que os ativistas e parlamentares apoiam a pedofilia. O vídeo teve mais de 500 mil visualizações na internet.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) também foi vítima de uma campanha caluniosa nas redes sociais em que é atribuída a ele a defesa da pedofilia em uma suposta entrevista na rádio CBN e decidiu representar criminalmente – por calúnia, difamação, falsificação de documento público, injúria, falsidade ideológica, formação de quadrilha e improbidade administrativa – o deputado Pastor Marco Feliciano e o pastor Silas Malafaia. A ação criminal, protocolada na Procuradoria Geral da República, também é assinada pela deputada Erika Kokay (PT-DF) e pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA).
Com o objetivo de discutir essa campanha difamatória, a Comissão de Direitos Humanos da OAB receberá, nessa terça-feira, 23 de abril, a partir das 11 horas, na sede deste Conselho Federal, ativistas e parlamentares para que relatem os ataques que têm sofrido e para debater iniciativas em resposta a estas agressões.
Serviço
Reunião Pública da Comissão De Direitos Humanos. Terça, 23 de abril de 2013, a partir das 11 horas, na sede deste Conselho Federal, situada no Setor de Autarquias Sul, quadra 5, bloco M, lote 1, 4º andar, 3º Câmara. Pauta: “Discussão sobre as Campanhas de ódio contra Defensores de Direitos Humanos e a CDHM da Câmara”. Informaçoes: 3215-5646 ou através dos emails rodri[email protected] e [email protected].
Esse tipo de atitude que desvia debates políticos para atacar ativistas sociais expondo suas vidas, fotos pessoais e buscando “demonizá-los” em campanhas de ódio na internet é um grande risco para a democracia. Essa campanha difamatória desmoraliza publicamente ativistas (sem qualquer possibilidade de resposta) e desencadeia uma campanha de ódio que se reproduz em sites e blogs.
Não é a primeira vez que o mesmo deputado expõe publicamente um ativista da Diversidade. Em 2012, Bolsonaro publicou um vídeo chamado “Deus Salve as Crianças” – também editado de forma distorcida – atacando a professora universitária Tatiana Lionço, e diversos outros militantes, insinuando, entre outras coisas, que se tratavam de apoiadores da pedofilia e da sexualização das crianças. Esses vídeos são replicados na internet e, depois de retirados pela rede Youtube, são publicados por outros perfis, incitando xingamentos e ameaças de agressão física (como se pode ver numa pequena mostra, em anexo). Colocando, inclusive, a vida destes ativistas e parlamentares em risco.
O deputado Marco Feliciano, ao ter sua presidência questionada na Comissão de Direitos Humanos, também produziu um vídeo em que ataca defensores dos direitos Humanos. No vídeo, chamado de “Marco Feliciano renuncia”, falas de ativistas sociais e parlamentares são editadas, as mobilizações contra a presidência de Feliciano são chamadas de “rituais macabros” e novamente se afirma que os ativistas e parlamentares apoiam a pedofilia. O vídeo teve mais de 500 mil visualizações na internet.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) também foi vítima de uma campanha caluniosa nas redes sociais em que é atribuída a ele a defesa da pedofilia em uma suposta entrevista na rádio CBN e decidiu representar criminalmente – por calúnia, difamação, falsificação de documento público, injúria, falsidade ideológica, formação de quadrilha e improbidade administrativa – o deputado Pastor Marco Feliciano e o pastor Silas Malafaia. A ação criminal, protocolada na Procuradoria Geral da República, também é assinada pela deputada Erika Kokay (PT-DF) e pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA).
Com o objetivo de discutir essa campanha difamatória, a Comissão de Direitos Humanos da OAB receberá, nessa terça-feira, 23 de abril, a partir das 11 horas, na sede deste Conselho Federal, ativistas e parlamentares para que relatem os ataques que têm sofrido e para debater iniciativas em resposta a estas agressões.
Serviço
Reunião Pública da Comissão De Direitos Humanos. Terça, 23 de abril de 2013, a partir das 11 horas, na sede deste Conselho Federal, situada no Setor de Autarquias Sul, quadra 5, bloco M, lote 1, 4º andar, 3º Câmara. Pauta: “Discussão sobre as Campanhas de ódio contra Defensores de Direitos Humanos e a CDHM da Câmara”. Informaçoes: 3215-5646 ou através dos emails rodri[email protected] e [email protected].

