Policiais militares do Pará paralisaram suas atividades e desde a última quinta-feira (3/4) realizam diversas manifestações pelo Estado. O 6° Batalhão tem sido palco das principais manifestações e, ao todo, já são 12 batalhões rebelados no Pará. Na quarta-feira (2), a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou aumento salarial apenas para os oficiais da PM, causando descontentamento entre os profissionais com outros cargos.
“Ao apresentar o projeto de lei que só atendia aos interesses dos oficiais (patentes superiores), com o aumento escalonado de 110% até 2018, o governo aprofundou as desigualdades dentro da corporação. A tentativa dos deputados da oposição de proporcionar aos praças os mesmos ganhos dos oficiais foi inviabilizada pela postura intransigente do governo”, afirmou o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).
Edmilson Rodrigues vem acompanhando desde o primeiro dia as manifestações e vem sendo o principal interlocutor da categoria no processo de negociação com o Estado. Os praças reivindicam a isonomia nos reajustes da categoria, além da não retaliação a nenhum Policial envolvido nas manifestações e a exoneração do tenente coronel Américo Moraes Pereira Junior, comandante do 6° Batalhão onde se iniciaram as manifestações contra a diferenciação no reajuste salarial.
“Peço prudência ao governador e ao comandante geral da PM para evitar que o descontentamento redunde em consequências drásticas ao funcionamento da instituição militar e da segurança pública, já tão comprometida com índices crescentes de violência”, reivindicou Edmilson.
Segundo relatório da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, a capital do Pará figura entre a 10° cidade mais violenta do mundo. A ex-senadora e vereadora de Belém, Marinor Brito, também apoia as manifestações dos praças da PM.

