fbpx

Principal problema persiste: influência do poder econômico na Receita Federal

Em audiência pública, realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara com a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para prestar esclarecimentos sobre a Operação Zelotes, da Polícia Federal, o deputado Ivan Valente (PSOL/SP) afirmou que o principal problema, que é a influência das grandes empresas na Receita Federal, persiste.
 
“Era preciso criar uma estrutura blindada no CARF ou não ter CARF, como está propondo a Polícia Federal”, afirmou o parlamentar.
 
Para Ivan Valente, autor do pedido de audiência pública, as explicações dadas pelo ministro Levy, durante a audiência, são insuficientes. “A Operação Zelotes trabalhou com números simbólicos, mostrando apenas um pedacinho de toda a corrupção que ocorre no CARF e somente essa amostragem já denunciam números espetaculares. Aliás, os 19 bilhões de sonegação fiscal no CARF representam o tamanho do ajuste fiscal que o ministro enviou para a Câmara com as medidas provisórias 664 e 665, que sacrificam milhões de brasileiros retirando direitos. O governo deveria ser o primeiro interessado em atuar para recuperar esses ativos ao invés de sacrificar o povo”, denunciou o parlamentar.
 
Lembrando que os maiores bancos que atuam no país são os que mais lucraram nos últimos anos e são justamente os que estão implicados nesse gigantesco esquema de sonegação fiscal, Ivan Valente também questionou a atitude do ministro (ex-diretor do Bradesco) que nomeou a advogada do Bradesco, Maria Teresa Martinez Lopez, para vice-presidência do CARF.
 
“Colocar na vice-presidência do CARF alguém que vem justamente da empresa que tem processos no valor de 2,7 bilhões, é claro que gera desconfiança e a própria Polícia Federal está levantando suspeitas nesse sentido”, ressaltou Ivan Valente.
 
O parlamentar lamentou ainda que os grandes veículos de comunicação do Brasil não estejam dando a cobertura necessária para a Operação Zelotes. “Pra se ter uma ideia, com a Operação Lava Jato, o prejuízo chega a 6 bilhões de reais, e só essa amostragem da Operação Zelotes apresenta um rombo de 19 bilhões de reais, ou seja, três vezes mais que o rombo da Petrobras. É um esquema gigantesco, mas como envolve grandes empresas, inclusive empresas de comunicação, o tema não aparece nas manchetes”.
 
Valente sugeriu que todos os conselheiros do órgão passem a ser escolhidos por meio de concursos públicos. 

 

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,600SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas