Em discurso, o candidato Tarcísio Motta se apresentou como uma alternativa contrária aos outros candidatos ao governo que, na sua opinião, são todos “Cabrais”, fazendo referência ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
“Os outros candidatos são mais do mesmo. Eu venho para questionar o modelo de desenvolvimento que privilegia o lucro das grandes empresas. Vou valorizar os direitos da população por uma educação de qualidade, investindo nos salários dos professores, na autonomia pedagógica”, defendeu Motta, em entrevista ao jornal O Globo.
Em todos as falas e entrevistas concedidas logo após a homologação do seu nome ao Palácio da Guanabara, Tarcísio Motta defendeu o entendimento do PSOL de combater a militarização do Estado. Defendeu ainda que o Rio tem verba pública para investir em serviços básicos em áreas mais pobres do Estado, para, a longo prazo, diminuir a desigualdade social e, consequentemente, reduzir os índices de violência.
“A UPP militariza a vida das pessoas, por isso está em crise. O Estado tem que chegar com saneamento, saúde, educação, além de pensar o rio inteiro, incluindo a região metropolitana e o interior. O Rio tem dinheiro para isso. As receitas correntes do estado dobraram nos últimos sete anos. A questão é para onde essa verba está sendo canalizada”, disse.

