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PSOL exige punição de envolvidos no assassinato de 43 estudantes no México

Do PSOL Nacional, Leonor Costa
 
A confirmação, na última sexta-feira (07), do brutal assassinato dos 43 estudantes de Guerrero, estado do Sul do México, estranhamente desaparecidos no dia 26 de setembro, deixou o mundo inteiro em choque diante de tamanha crueldade. Depois de mais de um mês sem notícias precisas sobre o que de fato teria ocorrido com os estudantes, seqüestrados quando seguiam para um protesto em Iguala contra as condições de ensino e para pedir doações aos seus centros de ensino, finalmente o país recebeu a trágica confirmação, pelos próprios autores do crime, de que as vítimas foram assassinadas. Os três pistoleiros confessaram ao procurador-geral do México, Jesus Murillo, que investiga o caso, que o governo e a polícia tiveram envolvimento direto na chacina. Ao que tudo indica, os três assassinos fazem parte do cartel de drogas chamado “Guerreiros Unidos”.
 
Os corpos das vítimas foram queimados por mais de 12 horas e depois jogados num rio, dentro de sacos plásticos. Por isso, segundo o promotor, será difícil identificar cada um dos estudantes.   
 
Na reunião da Executiva Nacional, realizada na última segunda-feira (10), o PSOL aprovou uma moção em apoio ao povo mexicano pelo fato lamentável. No documento, o partido exige que os envolvidos sejam severamente punidos e também manifesta
seu profundo repúdio à violência institucionalizada e comandada conscientemente pelos agentes públicos no México

“Este caso absurdo demonstra, primeiramente, o quanto a violência contra o povo pobre e trabalhador é uma constante em diversas partes do mundo, especialmente nas periferias. Demonstra também a escalada de violência no México após a vitória de Enrique Peña Nieto nas últimas eleições presidenciais, um presidente com vasto histórico de repressão aos movimentos sociais”, avalia a moção.

Para o presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, o que ocorreu no México precisa ser investigado para que haja total esclarecimento dos fatos. “Infelizmente, essa realidade de violência contra a juventude é comum em todo o mundo e também na América Latina, em especial nas periferias. Nos solidarizamos com o povo mexicano, com as famílias dos 43 estudantes e com todos que sofrem com a repressão do estado”, ressalta Luiz Araújo.
 
O militante do PSOL e dirigente da UNE (União Nacional dos Estudantes) pela Oposição de Esquerda, Kauê Scarim, avalia que o ocorrido no México é uma representação da barbárie contemporânea, que acontece em diversas partes do mundo, com a junção de interesses entre o crime organizado e frações do poder público, com o seu braço armado nas polícias. “O caso, que nos choca, é exemplo da criminalização a movimentos sociais e, principalmente, do extermínio à juventude das periferias e ao povo pobre”, explica.
 
Segundo o militante, a juventude, os estudantes brasileiros e a UNE estão solidários com a luta no México e com as famílias dos estudantes. “Repudiamos com veemência o crime ocorrido e exigimos punição aos envolvidos”, finaliza.
 
Confira abaixo a íntegra da moção, aprovada pela Executiva.

Moção de repúdio à violência contra a juventude mexicana
No último dia 26 de setembro, o mundo ficou estarrecido com o desaparecimento de 43 estudantes de Guerrero, estado do
sul México, após brutal repressão policial a um ato pacífico com o objetivo de coletar recursos para o financiamento de seus estudos.

Esses estudantes foram sequestrados por bandos armados e vinculados a um esquema que envolve a polícia, o crime organizado e as elites políticas locais, incluindo o prefeito da cidade de Iguala, onde ocorreu o protesto. Alguns dias depois, três pistoleiros ligados ao narcotráfico confessaram que, sob ordens diretas de agentes públicos do estado, assassinaram e incineraram os 43 estudantes e, posteriormente, os jogaram em um rio.

Este caso absurdo demonstra, primeiramente, o quanto a violência contra o povo pobre e trabalhador é uma constante em diversas partes do mundo, especialmente nas periferias. Demonstra também a escalada de violência no México após a vitória de Enrique Peña Nieto nas últimas eleições presidenciais, um presidente com vasto histórico de repressão aos movimentos sociais.

O PSOL exige punição de todos os envolvidos, manifesta seu profundo repúdio à violência institucionalizada e comandada conscientemente pelos agentes públicos no México e reafirma seu compromisso com a luta de todos os estudantes por uma América Latina livre e soberana.

Brasília, 10 de novembro de 2014
Executiva Nacional do PSOL


 

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