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PSOL protocola representação contra Luiz Argôlo no Conselho de Ética

O PSOL protocolou nesta quarta-feira (07), no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, representação contra o deputado Luiz Argôlo (SDD/BA) por quebra de decoro, devido ao envolvimento do parlamentar com o doleiro Alberto Youssef. Os negócios suspeitos incluem transferências bancárias de mais de R$ 200 mil.
 
Baseada nas reportagens da revista Veja e do jornal Folha de São Paulo, a representação foi entregue pelos deputados Ivan Valente e Chico Alencar e é assinada pelo presidente do partido, Luiz Araújo. O documento cobra a apuração das graves denúncias que ligam Luiz Argôlo a Alberto Youssef.
 
A edição de Veja, de 23 de abril, revela o então suposto envolvimento entre o doleiro, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal, e o deputado. São citadas mensagens trocadas entre os dois que configuram repasses de R$ 13,5 mil para uma loja de decoração em Salvador e R$ 40 mil para uma agropecuária em Entre Rios, base eleitoral de Argôlo. Outros R$ 120 mil teriam sido transferidos para a conta do chefe de gabinete do deputado, Vanilton Bezerra.
 
A matéria da Folha de São Paulo, publicada ontem (6), afirma que Alberto Youssef pagou dois caminhões de garrotes para Luiz Argôlo. Teriam sido pagos R$ 60 mil a Júlio Gonçalves Lima Filho, comerciante de gado da Bahia, e R$ 50 mil a União Brasil Transportes e Serviços. Na conversa gravada pela PF, Argôlo passa a conta bancária da empresa e de Júlio Filho.
 
Na representação, o PSOL solicita que prestem depoimento o deputado Luiz Argôlo, o chefe de gabinete Vanilton Bezerra, o comerciante Júlio Filho e o representante legal da empresa União Brasil Transporte e Serviços. Também é solicitada cópia da documentação produzida pela Polícia Federal.
 
“Os relatórios da Polícia Federal deixam claros os nomes dos envolvidos, as contas (bancárias) e todas os dados são checados pela PF. Fica configurado transações escusas, de origem muito duvidosa”, disse o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP).
 
“É muito preocupante essa rede de envolvimento entre parlamentares e o doleiro Youssef. Há indícios robustíssimos de abuso da prerrogativa do mandato parlamentar, e cabe a esse Conselho examinar”, afirmou o deputado Chico Alencar (RJ).
 
O presidente Ricardo Izar disse que o Conselho tem o prazo de 90 dias para concluir o processo de investigação, mas alertou sobre o tempo apertado, já que o recesso parlamentar se inicia no meio de julho. Ele não descartou a possibilidade de realizar sessões extraordinárias para a conclusão do processo.
 

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