A direção da Sabesp e o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) no estado de São Paulo acabam de comunicar a demissão do companheiro Marzeni Pereira, fundador e militante do PSOL, numa clara postura de perseguição política contra quem vem denunciando a responsabilidade do governo do PSDB na gravíssima crise hídrica que acomete o estado de São Paulo.
A demissão do companheiro Marzeni acontece em meio à inaceitável tentativa de demissão de mais de 500 trabalhadores da Sabesp. Essa tragédia acontece em um momento em que a empresa e o governo do estado deveriam estar investindo em força de trabalho qualificada e tomando ações concretas para enfrentar a crise.
Mas, o governo Alckmin prefere garantir os dividendos dos acionistas da Sabesp, grande parte deles estrangeiros, ao invés de atender aos interesses da população de São Paulo e garantir o direito de acesso à água.
Marzeni Pereira trabalhou na Sabesp por mais de 22 anos, tendo sido delegado sindical e membro da CIPA por vários mandatos e ajudou a construir e coordenar a oposição sindical no Sintaema.
A demissão do companheiro Marzeni é um claro ataque ao direito de organização sindical, assim como aconteceu no caso das demissões dos metroviários grevistas no ano passado. Marzeni está sendo punido por combater a privatização da empresa e defender uma Sabesp 100% estatal e sob controle dos trabalhadores.
O PSOL não aceitará mais essa arbitrariedade e abuso por parte do governo de Geraldo Alckmin. Exigimos a reversão de todas as demissões e o fim da perseguição política dentro da Sabesp.
Executiva Nacional do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL

