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Randolfe diz que não realizar Reforma Agrária é atitude de quem tem compromisso com o latifúndio

Gisele Barbieri, do mandato do senador Randolfe Rodrigues

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) acompanhou nesta segunda-feira (10) a abertura do VI Congresso Nacional do MST e saudou os mais de 15 mil participantes do evento que ocorre em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson. 

A história de luta e resistência do MST, que em 2014 comemora 30 anos de fundação, foi contada em uma mística que emocionou os presentes. A mística foi encerrada com o Hino do MST cantado em coro pelos presentes, todos de punho erguido. 

Para Randolfe é preciso um governo de coragem, que enfrente o latifúndio, valorize a agricultura familiar e realize uma reforma agrária com a participação do povo. 

“A luta dos trabalhadores do MST é uma das lutas mais importantes do Brasil nesses cinco séculos. É a luta da fundação definitiva do Brasil, pois se trata da luta por terra, justiça e liberdade. A Reforma Agrária é o único caminho de um governo popular. Grande parte dos alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar. Se realizarmos reforma agrária nós assentaremos milhares de famílias, democratizaremos o acesso à terra e aos alimentos, barateando o preço dos alimentos. Não realizar a reforma agrária é atitude de governo que tem compromisso com o latifúndio”, enfatiza Randolfe. 

A importância do MST como um símbolo das “lutas seculares de nosso povo por igualdade, democracia e liberdade”, foi destacada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em uma mensagem do partido entregue por Randolfe aos dirigentes do MST, durante o ato de abertura. 

“Este 6º Congresso é realizado em um contexto complexo de crise sob hegemonia do capital financeiro e a ofensiva do agronegócio que produz desigualdades e a destruição ambiental. Sabemos que a luta por reforma agrária passa por momento delicado em nosso país e praticamente saiu da agenda política do Governo Dilma, enquanto avança o agronegócio, a concentração fundiária, a violência e a expropriação dos povos indígenas e quilombolas. Por outro lado, esse momento também é de renovação de ideias e experiências, e o Partido Socialismo Liberdade coloca-se disposto a cerrar fileiras com todos que se dispõe a lutar por um país soberano, justo e democrático. Sabemos que o MST é um parceiro fundamental nessa jornada”, diz trecho da mensagem. 

O Congresso do MST encerra na sexta-feira (14) e a cidade de lona montada em Brasília, abrigará além de debates, uma Feira de produtos da Reforma Agrária, apresentações culturais, entre outras atrações.

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