A decisão sobre o Voto Aberto no Congresso para todas as situações está nas mãos da Câmara dos Deputados novamente. Por 58 votos favoráveis e 4 contrários, os senadores definiram que o parlamento poderá utilizar a votação aberta apenas em casos envolvendo vetos presidências e cassações de mandato. Esses dois itens aprovados pelos senadores nesta terça-feira (26) ainda dependem de entendimento entre as duas casas para serem promulgados. Os itens rejeitados voltam para Câmara e serão inseridos em uma nova proposta. Depois de votada pelos deputados, a proposta retorna ao Senado.
“Conquistar o voto aberto para cassação e veto foi o primeiro passo de uma longa caminhada. Esperamos que a Câmara conclua o restante da obra”, disse Randolfe.
O senador do PSOL amapaense votou favorável ao voto aberto em todas as situações. Randolfe tentou até o fim a derrubada dos destaques que limitavam a proposta. Mas a orientação da liderança de partidos como o PSDB, PMDB, DEM, PR, PP, PRB e PCdoB, definiu o voto de grande parte de seus parlamentares, e conseguiu aprovar os requerimentos que restringiam o voto aberto.
Com essa articulação, a proposta final ainda reserva aos parlamentares a votação secreta em casos de votação de autoridades como ministros do STF, Procurador Geral da República e diretores de agências reguladoras, além da eleição da mesa diretora. Votação essa que foi defendida pelo PMDB em Plenário. Partido que por meio do voto secreto, preside a Câmara e o Senado.

