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Servidores federais lançam campanha durante ato em Brasília e prometem aumentar pressão sobre o governo

Categorias reivindicam definição da data-base salarial em 1º de maio, reposição inflacionária, contra qualquer reforma e projeto que retire direitos, paridade entre ativos e aposentados, reajuste dos benefícios e antecipação da parcela de 2015 do acordo firmado em 2012

Leonor Costa, do site do PSOL Nacional, com informaçõe da Fenajufe

 
Como acontece todos os anos há mais de uma década, desde os governos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, servidores públicos federais de várias categorias lançaram nesta quarta-feira (05) a campanha salarial unificada, com um ato em Brasília, em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Nestes últimos anos, a saída encontrada pelos trabalhadores do serviço público federal foi atuar de forma conjunta para tentar barrar a intransigência dos diferentes governos em atender as suas reivindicações. A avaliação das lideranças sindicais é que mesmo no terceiro mandato do Partido dos Trabalhadores à frente do Palácio do Planalto o tratamento aos servidores federais não tem sido diferente da era FHC, em que houve o maior sucateamento dos serviços públicos já visto nas últimas décadas.
 
No ato de ontem, os cerca de mil servidores cobraram uma audiência com a ministra do Planejamento, Míriam Belchior, para negociar a pauta de reivindicações protocolada junto ao governo em 23 de janeiro. Até o início da tarde, os servidores permaneceram no local, com cartazes, faixas e bandeiras, que apresentavam as pautas gerais e específicas das categorias.
 
Embora a pressão tenha sido forte, a ministra, conforme ocorrera nos anos anteriores no ato de lançamento da campanha salarial unificada, não recebeu os dirigentes sindicais, se limitando apenas a enviar o chefe de gabinete da Secretaria-Executiva do Planejamento, André Bucar; e o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça. Dirigentes de 10 entidades e das três centrais sindicais que compõe o Fórum Nacional dos Servidores Federais foram recebidos pelos representantes do Ministério. Na reunião, as entidades sindicais cobraram a abertura imediata de negociações em torno da pauta unificada dos servidores federais e rechaçaram o argumento do governo de que enfrenta dificuldades em atender o pleito dos trabalhadores do serviço público.
 
Segundo relato de jornalistas das entidades sindicais que participaram da reunião, um dos argumentos utilizados pela bancada sindical para pressionar o governo a dar uma resposta de imediato é de que este será um ano atípico devido à realização da copa do mundo e das eleições gerais no país. Diante da pressão, os representantes do governo se comprometeram a responder formalmente os oito pontos da pauta de reivindicações até o Carnaval e disseram que vão intermediar o agendamento de uma reunião com a ministra Mirian Belchior.
 
Para os dirigentes das entidades sindicais, se persistirem a falta de uma negociação efetiva com o governo, a política de congelamento salarial e o desrespeito à data base, os servidores não descartam uma greve conjunta, e a mobilização das diversas categorias nos próximos meses deve ser intensificar. Segundo informações da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU), vários setores já discutem com sua base um calendário de paralisação, como ocorre com a Condsef (carreiras do Executivo), a Fasubra (técnicos administrativos das universidades públicas) e o Sinasefe (técnicos e professores dos Institutos Federais), que indicam início da greve para o mês de março. A Fenajufe tem indicativo para o início de abril e o Andes (professores universidades federais) realizará o debate do calendário em seu Congresso, marcado para 10 a 14 de fevereiro, em São Luiz-MA.
 
“Parece que o governo está disposto a continuar com sua política de enrolação, pagando pra ver o que os servidores estão dispostos a fazer neste ano, sem se dar conta dos riscos que representaria a deflagração de greve nos vários setores do funcionalismo às vésperas da copa do mundo e das eleições gerais deste ano”, disse Adilson Rodrigues, coordenador geral da Fenajufe e militante do PSOL, que esteve na reunião no Ministério do Planejamento.
 
A pauta unificada dos SPFs contempla a luta pela definição da data-base salarial em 1º de maio, reposição inflacionária, contra qualquer reforma e projeto que retire direitos, como por exemplo a proposta que busca acabar com o direito de greve, paridade entre ativos e aposentados, reajuste dos benefícios e antecipação da parcela de 2015 do acordo firmado em 2012.

“A luta do servidor público não é luta apenas da dignidade financeira e valorização do servidor é essencial ao povo brasileiro, que tem no serviço público sua única defesa num Brasil cada vez mais privatizado, terceirizado e apequenado. A luta dos servidores é altamente cidadã e patriótica”, afirmou o deputado Chico Alencar, que esteve ontem no ato dos SPFs.


 

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