Os militantes do PSOL no Ceará estão sendo chamados para participar, neste sexta-feira (09), do debate “A luta popular e saúde no Brasil – Conjuntura e agenda para as lutas”. Promovido pelo Setorial de Saúde do PSOL-CE, a atividade pretende debater o processo de privatização da saúde, a proposta do governo federal de trazer médicos estrangeiros, o programa “Mais Médicos” e o chamado “Ato Médico”.
Com um precário sistema de saúde pública no país, os protestos que tomaram conta do Brasil tiveram o tema como um dos pontos principais de reivindicação. Para os organizadores do debate, a luta do povo obrigou o governo apresentar medidas para esta e outras demandas, no entanto, ainda de forma limitada. “Se acertam ao identificar a falta de acesso e a dificuldade de fixação de profissionais no interior como elementos essenciais de serem enfrentados, erram ao ignorar o foco da crítica à falta de financiamento e qualidade, culpando o trabalhador, em uma tentativa de desresponsabilizar o governo petista”, avalia o Setorial de Saúde.
O programa Mais Médico, por exemplo, baseia-se em três eixos: 1) alongar a duração do já longo período de formação médica acrescentando dois anos finais de estágio supervisionado pela universidade com registro provisório e recebimento de bolsa; 2) promover abertura de escolas médicas e ampliação de vagas; e 3) promover a vinda temporária de médicos formados no exterior. “Não aponta, em sua lógica, a qualificação do Sistema Único da Saúde (SUS), e precariza ainda mais a condições de trabalho, incentiva a privatização da formação em saúde e desqualifica as emergências e a atenção primária”, ressalta.
Em recente nota, o Setorial Nacional de Saúde do PSOL se posicionou contra o programa “Mais Médico”. Segundo o documento, “não nos resta outra saída se não continuarmos lá, nas ruas. Não estamos satisfeitos. Continuaremos lutando contra a privatização do SUS e precarização do trabalho, fim do modelo centrado no hospital e pelo fortalecimento da atenção primária como reordenadora do sistema. Não aceitaremos mais do mesmo para resolver nossos problemas”, apontando que a única alternativa real para conquistas para saúde pública é a continuidade das manifestações, com organização e resistência popular.
O debate do Setorial de Saúde do PSOL-CE será às 19h, na sede do diretório estadual (Avenida Imperador, 1397, Centro de Fortaleza).
Com um precário sistema de saúde pública no país, os protestos que tomaram conta do Brasil tiveram o tema como um dos pontos principais de reivindicação. Para os organizadores do debate, a luta do povo obrigou o governo apresentar medidas para esta e outras demandas, no entanto, ainda de forma limitada. “Se acertam ao identificar a falta de acesso e a dificuldade de fixação de profissionais no interior como elementos essenciais de serem enfrentados, erram ao ignorar o foco da crítica à falta de financiamento e qualidade, culpando o trabalhador, em uma tentativa de desresponsabilizar o governo petista”, avalia o Setorial de Saúde.
O programa Mais Médico, por exemplo, baseia-se em três eixos: 1) alongar a duração do já longo período de formação médica acrescentando dois anos finais de estágio supervisionado pela universidade com registro provisório e recebimento de bolsa; 2) promover abertura de escolas médicas e ampliação de vagas; e 3) promover a vinda temporária de médicos formados no exterior. “Não aponta, em sua lógica, a qualificação do Sistema Único da Saúde (SUS), e precariza ainda mais a condições de trabalho, incentiva a privatização da formação em saúde e desqualifica as emergências e a atenção primária”, ressalta.
Em recente nota, o Setorial Nacional de Saúde do PSOL se posicionou contra o programa “Mais Médico”. Segundo o documento, “não nos resta outra saída se não continuarmos lá, nas ruas. Não estamos satisfeitos. Continuaremos lutando contra a privatização do SUS e precarização do trabalho, fim do modelo centrado no hospital e pelo fortalecimento da atenção primária como reordenadora do sistema. Não aceitaremos mais do mesmo para resolver nossos problemas”, apontando que a única alternativa real para conquistas para saúde pública é a continuidade das manifestações, com organização e resistência popular.
O debate do Setorial de Saúde do PSOL-CE será às 19h, na sede do diretório estadual (Avenida Imperador, 1397, Centro de Fortaleza).

