O Rio de Janeiro é um grande cartão-postal, mas não pode sê-lo apenas pelas belezas naturais; trata-se também de dar melhores condições de trabalho e salários dignos a quem gasta seu suor e sua força para mantê-la limpa e bela.
O acúmulo de lixo na cidade é de responsabilidade exclusiva da Prefeitura e do presidente da Comlurb, que, ao invés de negociarem um aumento justo e atenderem às reivindicações de uma categoria tão importante para nossa cidade, tratam os trabalhadores com descaso e ainda anunciam a demissão de mais de 300 garis. E em conluio com o governador Sérgio Cabral, colocam o pelotão de choque da polícia para intimidar e obrigar os garis a furarem greve, insinuando que os garis são marginais.
A greve dos garis é mais um sintoma do acelerado processo de degradação dos serviços públicos essenciais, como ocorre na Educação, na Saúde e no Transporte Público e na terceirização do serviço público. Quem sofre é a maioria da população, submetida a péssimos serviços e baixa remuneração.
A Prefeitura do Rio de Janeiro escolheu o lado dos empresários e das empreiteiras para beneficiá-los com polpudos contratos e permanentes favorecimentos. Basta lembrar a polêmica envolvendo a passagem de ônibus, cujos critérios de reajuste só beneficiam a Rio Ônibus (sindicato das empresas de ônibus). Apesar do parecer técnico do Tribunal de Contas do Município (TCM) sugerir a redução do preço da tarifa para R$ 2,50, o valor foi aumentado para R$ 3,00.
O PSOL apoia a auto-organização livre e consciente dos trabalhadores e respeita sua autonomia. É necessário o apoio e a solidariedade de toda a população do Rio de Janeiro para conquistar um triunfo em favor desta categoria tão importante para nossa cidade. O PSOL, seus dirigentes, militantes e parlamentares sempre estarão a serviço e no apoio às justas reivindicações dos trabalhadores garis.
Rio de Janeiro, 07 de março de 2014.
Executiva Estadual do PSOL/RJ

