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Trabalhadores da educação no Rio decidem manter greve pelo menos até o Dia do Professor

Do site do PSOL Nacional, com informações da Agência Brasil e do Sepe-RJ

No dia 15/10, será realizado ato unificado, com concentração na Igreja da Candelária e passeata até a Cinelândia
 
Em mais uma assembleia do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, professores e funcionários administrativos do município decidiram nesta quarta-feira (09) manter a greve no setor, que já dura 61 dias. Os educadores reivindicam um novo plano de carreiras na rede municipal. A paralisação está garantida pelo menos até 15 de outubro, Dia do Professor, quando deve ser feita nova reunião de professores e funcionários de escolas.
 
Também nesta quarta-feira, eles fizeram um enterro simbólico da educação, na entrada principal da Central do Brasil, ao lado da sede da Secretaria de Estado de Segurança. Os manifestantes levaram cruzes pretas e uma coroa de flores e se deitaram no chão, em sinal de luto.
 
Além de pedirem a revogação do Plano de Carreiras, Cargos e Remunerações aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito na semana passada, os educadores reivindicam que seja negociado outro plano.
 
Outra exigência é que não haja corte de ponto e sim abono dos dias parados. Na segunda-feira (07), a Justiça derrubou uma tentativa de recurso do sindicato contra a liminar obtida pela prefeitura, em 3 de setembro, autorizando o corte do ponto dos profissionais que não forem trabalhar. E o prefeito Eduardo Paes continua intransigente. Na terça-feira, ele confirmou que a Secretaria Municipal de Educação vai proceder dessa forma. 
 
O sindicato também pede melhores condições de trabalho para merendeiras, que passariam a ser consideradas cozinheiras escolares, gozando dos mesmos direitos destas, como a presença de um auxiliar.
 
De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, a assembleia de ontem reuniu cerca de 5 mil pessoas no Clube Municipal, na Tijuca. Segundo o Sepe, cerca de 80% dos educadores municipais estão em greve.
 
Greve também segue na rede estadual
Os trabalhadores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro também continuam em greve. A decisão foi tomada em assembleia na terça-feira (08), realizada no Clube Municipal.
 
Em greve há dois meses, os trabalhadores das escolas estaduais decidiram manter o movimento porque o governo do Estado se recusa a abrir as negociações ou a apontar para o atendimento da pauta de reivindicações da categoria.
 
Nesta quarta-feira (09), os grevistas promoveram um ato nas escadarias da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e nesta quinta-feira (10) realizaram um ato unificado no Largo do Machado, de onde saíram em passeata para o Palácio da Guanabara e, em seguida, para o Palácio da Cidade, sedes do governo estadual e do governo municipal, respectivamente.
 
Na terça-feira da semana que vem, Dia do Professor, haverá outra manifestação unificada, com concentração às 17h na Igreja da Candelária. O roteiro prevê caminhada até a Cinelândia e fechamento do ato na Alerj.

 

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