Na última terça-feira (21), as entidades nacionais de representação dos estudantes, UNE, UBES e ANPG entraram com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para que haja uma ampla auditoria nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
A reivindicação é para que se apure as falhas que atingiram cerca de 6 mil candidatos, além de averiguar se todos os resultados atribuídos às provas estão realmente condizentes com o desempenho dos estudantes.
A representação ainda cobra uma investigação das condutas do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e do presidente do Inep, Alexandre Lopes, por possível improbidade administrativa. Há também um pedido de ação civil pública por danos morais aos estudantes que foram lesados com os erros na correção.
As entidades estudantis afirmam que vêm recebendo milhares de pedidos de ajuda e relatos de estudantes que se sentiram lesados com a correção de suas provas, mesmo que o MEC afirme que os erros estão concentrados em quatro cidades: Alagoinhas, na Bahia, e Ituiutaba, Iturama e Viçosa, em Minas Gerais.

