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Votorantim Metais anuncia demissões em unidade no interior de Minas

Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

Segundo dirigente do PSOL, política de dispensa deve atingir cerca de 400 trabalhadores. “Precisamos da ajuda de todos na divulgação para o mundo que a Votorantim Metais não tem responsabilidade social e que a demissão em massa fere direitos humanos”

A empresa Votorantim Metais, do Grupo Votorantim, cujo principal acionista é o mega empresário Antônio Ermírio de Moraes, anunciou, há cerca de um mês, que deve demitir em torno de 400 funcionários da unidade de Fortaleza de Minas, no interior de Minas Gerais. De acordo com as previsões anunciadas pela própria empresa, o processo de demissão em massa teria início nesta sexta-feira (1º/11) e a sinalização é de que neste primeiro dia perderiam o emprego pelo menos 20 trabalhadores. A redação do site do PSOL entrou em contato com o setor de Gestão de Pessoas da empresa para confirmar se as primeiras demissões já ocorreram, mas o responsável não se encontrava mais no local. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Extrativa (Sintex), que engloba as cidades de Fortaleza de Minas, Itaú de Minas, São Sebastião do Paraíso e Pratápolis, Everaldo Dutra, também não soube confirmar as demissões.

A unidade da Votorantim no município localizado na região sul do Estado, que basicamente extrai e processa níquel (metal muito utilizado na fabricação de aço inoxidável, baterias recarregáveis e revestimentos metálicos), tem cerca de 430 funcionários. Caso a dispensa de 400 trabalhadores se confirme, tal medida se caracterizará como demissão em massa e uma grave violação aos direitos humanos de um setor importante da classe trabalhadora na região, segundo denuncia o secretário-geral do PSOL de Minas Gerais, Paulo Fonseca.

“Fortaleza de Minas é uma cidade de aproximadamente 4.000 habitantes e será arruinada se as demissões se concretizarem. Precisamos da ajuda de todos na divulgação para o mundo que a Votorantim Metais não tem responsabilidade social e que a demissão em massa fere direitos humanos”, denuncia o dirigente do PSOL em Minas.

Ele explica que no dia 25 de outubro, a Câmara Municipal realizou uma audiência pública que debateu o anúncio das demissões na Votorantim Metais. A empresa, no entanto, não enviou representantes. “Tal atitude expressa uma demonstração de arrogância e descaso com o povo da cidade, que já lhe proporcionou um enriquecimento extraordinário”, denuncia Paulo Fonseca, que é advogado e assessor jurídico do Sindicato dos Servidores Municipais de Fortaleza de Minas, umas das entidades que provocou a Câmara Municipal para promover a audiência pública.

“É preciso agir rápido para impedir que as demissões se concretizem” 
Em audiência na última quarta-feira (30), na Procuradoria do Trabalho de Pouso Alegre, cidade vizinha, o procurador entendeu que as negociações entre a empresa e os trabalhadores deveriam continuar, na tentativa de impedir o processo de demissão em massa. Mas, segundo o presidente do Sintex, a empresa se recusa a voltar atrás no seu plano de dispensa.

O dirigente sindical explica que as ameaças por parte da Votorantim de cortar os postos de trabalho já vêm desde junho de 2012 e a partir de então o sindicato vinha tentando adiar a implementação dessa política. “A empresa está praticamente fechada. Desde junho do ano passado que estamos conseguindo protelar as demissões, mas agora parece que não tem jeito”, explica Everaldo Dutra.

A partir de uma negociação com o sindicato, a empresa apresentou uma proposta de compensação financeira. Ao serem demitidos, os trabalhadores que ganham um salário de até R$ 3.500,00 vão receber R$ 4 mil, como indenização, e terão 6 meses de plano de saúde e odontológico. Tal acordo, no entanto, foi duramente criticado pelo secretário geral do PSOL em Minas, para quem houve uma espécie de aceitação do sindicato em relação às demissões. “A luta deveria ter sido para a manutenção dos empregos”, criticou.

Na avaliação de Paulo Fonseca, é preciso agir rápido para impedir que as demissões se concretizem. “A Votorantim Metais quer demitir trabalhadores para esperar a alta do níquel no mercado internacional. Foi informado na audiência pública que nos últimos 10 anos o Grupo Votorantim, que tem a frente Antonio Ermírio de Moraes, triplicou seu patrimônio. Lembro que a paralisação das atividades da VM, além de desempregar 400 trabalhadores diretos, levará a demissão de outros 300 indiretos”, denuncia.

Sindicatos de Fortaleza de Minas, vereadores e representantes da Prefeitura Municipal pretendem definir, em reunião, ações para impedir as demissões dos trabalhadores. 

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