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A juventude e os trabalhadores continuam os protestos nas ruas de Recife

Com o aumento das passagens iniciou-se em Recife um grande processo
de mobilização: desde a última quinta, 17 de novembro, as ruas foram ocupadas
e paradas pelos manifestantes.

O centro da cidade foi ocupado e as principais vias obstruídas. Na
sexta os atos prosseguiram e o Secretário de Segurança, João Braga,
envia a todos os manifestantes um aviso: a polícia não permitiria mais
badernas.

Nesta segunda feira (21/11) tivemos noção real do aparato de
repressão montado: mais de 400 policiais militares, cavalaria, pelotão
de cães, e o exército. Todos para garantir que o ato não acontecesse.

Mais de 600 estudantes foram isolados em uma rua. Em ambos os lados
foi colocado pelotão de choque impedindo que a manifestação se
deslocasse. Ao final do dia na dispersão do ato iniciaram-se as prisões
e o espancamento. Estudantes nas calçadas foram espancados, dois
seriamente. 20 pessoas foram presas entre manifestantes e transeuntes.
Apenas por estarem nas ruas. Os presos não foram encaminhados
diretamente as delegacias, mas aos quartéis da Polícia Militar, onde os
manifestantes foram fotografados e espancados. Por mais de 1 hora os
presos não tiveram direito a advogado.

Nesta terça feira os protestos continuaram em mais de cinco pontos
diferentes da cidade. A Escola Técnica Estadual foi ocupada pela PM que
prendeu mais de 50 manifestantes, sendo 30 menores. Professores,
servidores foram espancados dentro da escola. Na Universidade Rural os
manifestantes ficaram sitiados dentro da Universidade. Nas ruas foi um
dia de forte repressão.

No total, já foram presos em PE mais de 150 jovens. A indignação
começa a se espalhar por toda a cidade. As entidades de Direitos
Humanos começam a se manifestar contra a forte repressão que se
instaurou em Recife. Está programado para esta quarta feira novos atos
em toda a cidade. A OAB realizará um ato em solidariedade ao
movimento estudantil juntamente com o Ministério Público e participará
do ato marcado pelo Comitê contra o Aumento das Passagens. Já com este
informe o Secretário de Segurança, juntamente com o Governo Jarbas e a
Prefeitura de João Paulo (PT) informa ao movimento que haverá mais de
1000 policiais militares nas ruas de Recife.

É preciso que seja extremamente divulgada a situação que vive os
movimentos hoje em Pernambuco. A luta transferiu-se para o campo do
direito de manifestar-se.

Clique e veja as fotos  Clique aqui e veja a galeria de fotos do Jornal do Commercio

Quem é?  Monica Vilaça é integrante da Coordenação Nacional do P-SOL e da Executiva Estadual do P-SOL/PE

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