Nesta quinta-feira (29) os bancários decidiram manter a greve em todo o país, após dez rodadas de negociações. A decisão foi tomada após uma reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na tarde de ontem. Uma nova assembleia com os trabalhadores está marcada para segunda feira (3) e o Comando Nacional dos Bancários estará de plantão caso a Fenaban queira oferecer nova proposta.
Dentre as reivindicações estão cumprimento do piso salarial, aumento nos vales refeição e creche e fim das terceirizações. Os bancários lutam também por um ganho real de 5% acima da inflação. Para 2016, os patrões ofereceram reajuste de 7%, abaixo da inflação anual de 9,62%, e um abono de R$ 3500. Em 2017, além do reajuste, os bancários teriam ganho real de 0,5%. A Fenaban já haveria oferecido reajuste de 6,5% e abono de R$ 3000, também rejeitados.
Segundo a classe, ao final de dois anos a nova proposta representaria à classe perda real de 1,9% em relação à inflação. O motivo alegado pelos bancos para não atender as demandas dos trabalhadores foi a crise econômica, embora os bancos não tenham sofrido queda no lucro.
A greve começou dia 6 de setembro e é a mais longa desde 2004. Em todo o país, 57% das agências foram afetadas. Só em São Paulo e região metropolitana estima-se que mais de 30 mil trabalhadores tenham cruzado os braços. Em Roraima e Tocantins, a adesão chegou a 100% das agências.

