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Bancada de vereadores do PSOL de Fortaleza defende Marcha da Maconha

Mais uma vez o PSOL foi um dos protagonistas de um forte debate diante do conservadorismo na Câmara Municipal de Fortaleza. Na última quinta-feira, 23/05, durante sessão do plenário, após o vereador Ronivaldo  Maia (PT) subir à tribuna para divulgar a realização da Marcha da Maconha – no domingo, 26/05, a partir das 14h20 na estátua de Iracema da Beira Mar – parlamentares tentaram aprovar um requerimento de repúdio à realização da Marcha, afirmando que temas como esse deveriam “ser jogados pela descarga”.
 
Os vereadores do PSOL defenderam a realização da manifestação, que conta com a aprovação unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), considerando-a legal. Ou seja: a Marcha não faz apologia ao crime. Segunda a vereadora Toinha Rocha (PSOL), a Constituição brasileira garante o direito livre de expressão, não podendo haver censura ao debate político, qualquer que seja.
 
Apresentado uma série de dados técnicos, a vereadora cobrou que um debate mais amplo e qualificado sobre o tema fosse realizado na Câmara Municipal. Toinha destacou estudos que afirmam ser a maconha menos prejudicial que o álcool e o tabaco: “Quando a gente pega o ranking das drogas de acordo com o dano causado, o álcool está em 5° lugar e a maconha em 11°”, argumentou a parlamentar do PSOL.
 
Na mesma linha, o vereador João Alfredo (PSOL) ressaltou que entre as drogas ilícitas e lícitas, a que mais mata no Brasil é o álcool, que é permitido, tem publicidade e ainda patrocina a Copa do Mundo. O consumo do álcool traz impactos diretos pra sociedade e tem relação com a violência e os acidentes de trânsito. Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), o álcool está associado a 50% dos casos de violência doméstica, por exemplo.
 
João Alfredo também criticou a estratégia do proibicionismo e o tabu sobre o tema. O parlamentar comentou audiência pública realizada há poucos dias sobre a descriminalização das drogas, em que a Procuradora de Justiça Socorro França ouviu especialistas sobre o tema e afirmou que “se tivesse visto o debate antes, não teria proibido a Marcha anteriormente”. Para o vereador, “regulamentar é determinar quantias que podem ser vendidas e tirar o poder do tráfico. O que se defende é que as pessoas tenham informação.
 
“Proibir não resolve. E fazer um requerimento contra a Marcha é não querer debater. Vamos chamar especialistas e discutir seriamente o assunto nesta Casa”, destacando que a descriminalização da maconha não é liberar o seu comércio, mas, sim, regulamentar, algo que vários países já fizeram.

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