Mais de 90% (2.020.144 votos) dos moradores da Catalunha que participou do referendo realizado neste domingo (01/10) disse “Sim” à independência da região em relação à Espanha. Com uma diferença de votos enorme, apenas 7,87% (176.565 votos) escolheu o “Não”. No total foram registrados 2.262.424 votos, segundo o governo catalão.
O referendo, que contou com o apoio massivo da população, defende a constituição da República da Catalunha, dando àquela região o direito de se tornar um estado independente da Espanha. Embora o governo espanhol não reconheça o referendo e tenha lançado mão de forte aparato repressivo para impedir que a votação acontecesse, a população catalã conseguiu ir às urnas e depositar a sua opinião sobre o futuro que querem. Segundo reportagem do El País, o governo catalão conseguiu abrir durante o domingo a maior parte dos 2.315 colégios eleitorais previstos.
A forte repressão policial, para tentar impedir a votação, deixou 844 pessoas feridas, segundo os dados divulgados pela Secretaria de Saúde da Catalunha. Em alguns colégios eleitorais, grupos de ativistas montaram barricadas para impedir que a polícia retirasse as urnas e o material eleitoral. Nas últimas semanas, centenas de milhares de catalães foram às ruas para protestar contra a campanha de Madri contra o referendo.
A Executiva Nacional do PSOL divulgou uma nota, se posicionando em defesa do direito do povo catalão em ir às urnas votar pela independência do estado. “Realizar e participar de um referendo é um direito democrático inalienável”. O partido também se solidarizou com o povo catalão e repudiou a agressão deliberada imposto pelo governo espanhol.
O secretário de Relações Internacionais do PSOL, Francisvaldo Mendes, destacou a importância de respeitar a soberania e vontade do povo catalão. “Respeitar o plebiscito da Catalunha é respeitar a autodeterminação dos povos, sendo esse principio inegociável garantido no tratado internacional de direitos humanos. Creio que não podemos deixar a vontade do povo catalão ser sufocada pelos interesses puramente comercias do governos Espanhol”, defendeu.

