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Erika Hilton: primeira mulher trans eleita deputada federal em SP chega à Câmara

A primeira mulher trans da história a ser eleita deputada federal por São Paulo, o estado mais populoso do país. Com mais de 250 mil votos recebidos e uma das 10 candidaturas mais votadas de SP. As credenciais de Erika Hilton não param por aí, mas mostram o tamanho da importância política da parlamentar que chega à bancada do PSOL na Câmara em 2023.

Em 2020, Erika já havia feito história ao ser a mulher mais votada para vereadora de todo o país. Com mais de 50 mil votos, foi também a primeira mulher trans a ocupar um mandato no parlamento da capital paulista.

Iniciativas pioneiras, como a CPI da Transfobia e o Observatório da Fome de São Paulo, foram fundamentais para levar para o centro do debate assuntos historicamente negligenciados pelo poder público e apresentar propostas concretas a eles.

Erika Hilton, infelizmente, sofreu uma série de ameaças à sua vida durante o exercício de seu mandato parlamentar. Assim como tantas outras parlamentares mulheres, negras e LGBTs do PSOL pelo Brasil, teve que conviver com as seguidas ameaças vindas de quem não suporta a mudança da fotografia do poder. Mas não recuou um milímetro em suas pautas!

A agora deputada federal foi eleita uma das “100 mulheres mais inspiradoras e influentes do mundo em 2022” pela BBC, foi destaque do “Next Generation Leaders”, da Revista Time, e foi reconhecida pela ONU como uma das pessoas negras mais influentes do planeta.

Conheça um pouco mais da trajetória de Erika Hilton

Com história de vida que infelizmente não foge à regra de tantas pessoas trans no Brasil, teve uma adolescência permeada de violências e negação de direitos. Aos 15 anos foi expulsa de casa por sua identidade de gênero e só teve na prostituição um meio de se sustentar.

Apenas anos depois conseguiu concluir o ensino médio e entrar na Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo. Foi lá que entrou para o movimento estudantil, fundando um cursinho pré-vestibular para mulheres trans e travestis.

Em 2015, protagonizou uma grande mobilização online pelo direito de pessoas trans terem seu nome social impresso nas passagens de ônibus, após ter esse direito negado por uma empresa de ônibus. A repercussão foi tanta nas redes sociais que ela teve sucesso.

Em 2016, se filiou ao PSOL por encontrar no partido um espaço para amplificar sua luta pelos direitos LGBTQIA+. No mesmo ano, foi candidata a vereadora em Itu (SP), mas não se elegeu.

Em 2018, fez parte da Bancada Ativista, candidatura coletiva eleita pelo PSOL para um mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e foi codeputada por dois anos.

Em 2020, foi a mulher mais votada do país e se elegeu vereadora de São Paulo com mais de 50 mil votos. Dois anos depois, agora se elege deputada federal com mais de 250 mil votos e uma das 10 parlamentares mais votadas de São Paulo.

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