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Greve nacional: Banqueiros continuam intransigentes, bancários intensificam a greve

Os trabalhadores bancários entraram na terceira semana de greve nacional, mas a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não se pronunciou para iniciar o processo de negociação em torno da pauta de reivindicações da categoria. Mesmo com bancos, como o estatal Banco do Brasil e o privado Itaú, terem batido recordes históricos de lucro, somente nestes seis primeiros meses de 2013 (a soma dos dois chega a R$ 17,23 bi), a única proposta dos patrões continua sendo os 6,1% de aumento.
 
“Isso simboliza em aumento real 0%, pois simplesmente estão repondo a inflação do período”, contesta Mané Gabeira, diretor do Coletivo Bancários na Luta – Intersindical. Com isso, explica, a deliberação entre os trabalhadores é a ampliação da greve nestas próximas semanas com aumento de agências fora de atividades, novas passeatas, entre outras ações políticas. Até o momento 10.586 agências permanecem fechadas em todo o Brasil.

Mané Gabeira também esclarece que a ideia é fortalecer a luta se unificando com outras categorias, como os Correios, metalúrgicos e vigilantes. “Esperamos ampliar o movimento nesta semana e continuar a debater os problemas dos bancos com a população, como o adoecimento dos trabalhadores bancários, aumento das terceirizações, o excesso de fila, as tarifas, juros, entre outros fatores que os afetam também”, diz.
 
De acordo com ele, “hoje, além do atendimento, os bancários têm a obrigação de vender. Considerando todos os bancos são mais de 100 produtos em que se exige o alcance de metas e a cobrança excessiva sobre a venda destes produtos. Esta é uma das causas responsáveis pelo adoecimento da maioria da categoria. As doenças mais comuns são as chamadas doenças psicossomáticas, como por exemplo, a depressão”.
 
Edilson Montrose, funcionário do Banco do Brasil e dirigente do Coletivo Bancários na Luta – Intersindical, ainda na mesma linha que seu companheiro,  explica que “em relação ao funcionário do Banco do Brasil, existe muito problema de assédio moral e não cumprimento da jornada de 6 horas”.
 
Uma das empresas que mais atuam no BB, a Cobra Tecnologia – atual Banco do Brasil Tecnologia e Serviços –, que faz parte do conglomerado do BB, já utiliza sistema do banco, os trabalhadores foram treinados por bancários e os serviços constantes no objeto social já incluem cadastro de operações comerciais, como Finame, BNDES, operações rurais, câmbio, financiamento imobiliário etc. Segundo ele, isso “faz parte de um processo em que o governo usa o banco para terceirizar e até quarteirizar a mão de obra, precarizando, assim, tanto os trabalhadores bancários, como os terceirizados, que já vivem situação de assédio moral faz tempo”, finaliza.
 
Os bancários reivindicam 5% de aumento real (acima da inflação), piso salarial de R$ 2.860,21 e três salários mais R$ 5.553,15 de participação nos lucros ou resultados (PLR). Também querem melhoria nas condições de trabalho, com mais contratações, combate à terceirização e fim de pressão pelo cumprimento de metas abusivas, entre outros.
 
A categoria tem data-base em 1º de setembro. São aproximadamente 500 mil bancários no país e o acordo coletivo tem validade nacional.

 

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