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Mariana Conti, vereadora do PSOL em Campinas, é ameaçada por críticas a Bolsonaro e à extrema-direita

A vereadora do PSOL em Campinas (SP) Mariana Conti vem sofrendo uma série de ameaças nesta semana através de ligações em seu gabinete na Câmara Municipal da cidade.

“Fala pra ela parar de criticar Bolsonaro porque o bicho vai pegar pra ela”, é o que dizia o homem que vem fazendo as ameaças à vereadora desde a última terça-feira (16), segundo a assessoria da parlamentar. Ele também dizia estar sendo orientado por alguém a realizar as ameaças.

Mariana Conti já comunicou a Presidência da Câmara Municipal do ocorrido e vai registrar um boletim de ocorrência por causa das ameaças.

No mesmo dia das ameaças, a Câmara Municipal de Campinas aprovou a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador bolsonarista Nelson Hossri por quebra de decoro. O parlamentar foi responsável por uma manifestação antivacina no último dia 8 de novembro e fez ofensas racistas à vereadora Paolla Miguel (PT).

A Comissão Processante foi um pedido realizado pelos Diretórios Municipais de PSOL, PCdoB e PT, protocolado pelas presidentas municipais Marcela Moreira (PSOL), Denise Teijeiro (PCdoB) e pelo presidente municipal Carlos Orfei (PT).

NÃO É UM CASO ISOLADO

Mariana Conti não é a primeira parlamentar do PSOL a sofrer graves ameaças por sua atuação em defesa dos direitos humanos e contra Bolsonaro e a política de morte da extrema-direita.

Recentemente, a deputada estadual do PSOL em Minas Gerais, Andreia de Jesus, também foi alvo de ameaças de morte por sua atuação à frente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

A vereadora do PSOL em Niterói (RJ), Benny Briolly, teve que passar alguns dias fora do Brasil para se proteger das constantes ameaças de morte que recebeu.

A vereadora do PSOL em Sâo Paulo (SP) Érika Hilton, assim como as covereadoras Carolina Iara (Bancada Feminista) e Samara Sósthenes (Quilombo Periférico), ambas também do PSOL, sofreram ameaças às suas vidas tanto em suas casas como na própria Câmara Municipal da maior cidade da América Latina.

A deputada federal Talíria Petrone não pode, por exemplo, votar nas últimas eleições de 2020 por não ter sua segurança garantida no estado do Rio de Janeiro, território que a elegeu com mais de 100 mil votos em 2018. Ela sofre constantes ameaças de morte no Rio, mesmo local em que a vereadora do PSOL Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018.

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