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Milhares vão às ruas contra a política conservadora de Trump

As ruas do centro de Washington, capital dos Estados Unidos, ficaram tomadas no último sábado (21/01), durante a posse do novo presidente Donald Trump. Convocada nas redes sociais, a Marcha das Mulheres (Women’s march) reuniu milhares de pessoas, entre homens e mulheres, que protestaram contra a política defendida pelo novo líder da maior potência imperialista mundial.

Segundo a organização, cerca de 500 mil pessoas, de todo o país, compareceram à marcha de Washington. Na pauta, os direitos das mulheres, dos negros, da comunidade LGBT, dos imigrantes e de outros setores vulneráveis pela opressão, que correrão ainda mais riscos sob a gestão do republicano.

Além de militantes de organizações que lutam em defesa dos direitos humanos, diversas personalistas políticas e artísticas apareceram na manifestação, como a cantora Madonna, o cineasta Michel Moore e a professora universitária, filósofa e feminista negra Ângela Davis.

“Esta é uma Marcha das Mulheres e ela representa a promessa de um feminismo contra o pernicioso poder da violência do Estado. E um feminismo inclusivo e interseccional que convoca todos nós a resistência contra o racismo, a islamofobia, ao anti-semitismo, a misoginia e a exploração capitalista”, disse, em seu discurso, Davis, conhecida pela sua militância no Panteras Negras e também no Partido Comunista dos EUA.

Paul Morigi/GettyImage

A filósofa terminou seu discurso pontuando os desafios que terão pela frente, ao longo do mandato de Donald Trump. “Nos próximos meses e anos nós estamos convocadas a intensificar nossas demandas por justiça social e nos tornarmos mais militantes em nossa defesa das populações vulneráveis. Aqueles que ainda defendem a supremacia masculina branca e hétero-patriarcal devem ter cuidado! Os próximos 1459 dias da gestão Trump serão 1459 dias de resistência: Resistência nas ruas, nas escolas, no trabalho, resistência em nossa arte e em nossa música”.

Preocupados com as consequências da política conservadora de Trump para o resto do mundo, ativistas também realizaram manifestações em outras capitais, como Nova Yorque, Boston, Los Angeles, Seatle, Londres, Paris, Berlim, Amsterdã, Atenas, Genebra, Roma, Estocolmo e Sidney.

Jose Luis Magana/AP

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