Nos dias 28, 29 e 30 de abril ocorreu a votação para a nova coordenação do SINTUFF, com a vitória da CHAPA 1: VAMOS À LUTA – Oposição de Esquerda. Foi uma vitória incontestável: 864 votos. A chapa 2 obteve 324 e a chapa 3 (apoiada pela parcela dirigente da diretoria anterior: TRIBO) 368 votos.
Aglutinando os novos ativistas, surgidos nas últimas lutas e greves na UFF (Universidade Federal Fluminense), apresentando uma lista de 18 compas, onde apenas três já haviam participado de diretorias anteriores do sindicato, a CHAPA 1: VAMOS À LUTA – Oposição de Esquerda, desde o primeiro momento da eleição, mostrou sua cara de oposição à gestão que se encerrava e o seu programa: centrado na necessidade de enfrentar o governo, sua política de arrocho salarial e suas (contra) reformas, e fortalecer o sindicato construindo as delegacias de base, garantindo a participação da categoria em sua entidade.
Uma votação contra o governo e reflexo da reorganização da classe trabalhadora
O principal mote, apresentado pela CHAPA 1, foi a tônica da eleição: 10 anos sem aumento, 0,1% eu não aguento. O comparecimento às urnas em uma eleição com tão curto espaço de tempo, (mais de 1600 trabalhadores votaram, superando em 50% o comparecimento da eleição anterior) demonstra a bronca existente na base com a política do governo, com seus apoiadores na universidade e com o imobilismo da gestão que se encerra. Não eram poucos os trabalhadores que ao declararem seu voto a componentes ou apoiadores da CHAPA 1, o faziam afirmando: "estou votando em vocês para mudar o sindicato, mas vou cobrar depois".
Na luta contra a política do governo, impulsionando a organização da base da categoria, um espaço aberto para o fortalecimento de nosso partido
Nosso P-SOL não esteve ausente desta disputa. No processo de construção da chapa quatro militantes de nosso jovem partido foram parte destacada. Durante o processo um dos companheiros da chapa ingressou ao partido. Dos dezoito componentes e entre os vários apoiadores, uma parcela significativa abriu o diálogo com o partido, vários se declaram simpatizantes, colocando, inclusive, a possibilidade de ingressarem em nossas fileiras.
Esse é um processo que não se fechou, segue aberto, e estamos dispostos, os que militamos juntos para impulsionar esta vitória, a aglutinar estes companheiros, respeitando seu ritmo, e sobretudo, não confundindo o partido com o sindicato. Ou seja não sendo sectários e sabendo atuar também com os compas, que ao não reivindicarem organizar-se em nosso partido, atuam como valorosos combatentes da categoria, da classe trabalhadora.
Uma vitória com a participação da esquerda
A maioria das correntes de esquerda atuantes em Niterói, de uma forma ou de outra, colaboraram para este resultado, cabe porém destacar o papel cumprido pela juventude.
A juventude de nosso P-SOL, universitários, secundaristas, jogou-se para garantir a fiscalização e a cobertura das urnas. Jovens independentes também atuaram. Jovens ativistas do movimento estudantil universitário, em especial da luta pela moradia, também se jogaram. A juventude do PSTU também se fez presente auxiliando nesta atividade chave, assumindo, inclusive, a fiscalização de urnas em locais complicados. Não houve ativista de esquerda que não se sentisse orgulhoso em colocar no peito o adesivo da CHAPA 1: VAMOS À LUTA – Oposição de Esquerda.
Uma vitória da base da categoria
A satisfação com que os trabalhadores nos locais de trabalho cumprimentam os componentes e apoiadores da CHAPA 1: VAMOS À LUTA – Oposição de Esquerda, pelo resultado obtido, e a forma da maioria destes cumprimentos: "vencemos", demonstra que o resultado é uma vitória da base que quer ver seu sindicato lutando por seus interesses.
Da mesma forma a quantidade de ativistas que assumiu a batalha por garantir a vitória contra as políticas do governo e seus apoiadores na universidade, assumindo a batalha pela vitória da CHAPA 1, colando cartazes, distribuindo panfletos, organizando a campanha nos locais de trabalho, também demonstra a vitória da base que quer ver seu sindicato na luta.
Diante da nova gestão, em especial dos componentes da nova gestão que são da CHAPA 1: VAMOS À LUTA – Oposição de Esquerda, repousa a responsabilidade de organizar a luta para enfrentar o governo, sua política de arrocho salarial e suas (contra) reformas, e fortalecer o sindicato construindo as delegacias de base, garantindo a participação da categoria em sua entidade.

