Uma série de lideranças do PSOL no estado do Pará repudia o assassinato da jovem liderança indígena Isac Tembé, do povo Tembé-Theneteraha, na última sexta-feira (12) por tiros disparados por policiais militares no município de Capitão do Poço, no Pará.
Assassinado aos 24 anos enquanto caçava após ter trabalhado durante o dia, Isac era também militante do PSOL. Professor de história, atuante na comunidade e na organização da juventude indígena, Isac deixa também sua esposa, que está grávida.
A Associação Indígena Tembé das aldeias Tawari e Zawaruhu, em nota, alerta para a versão mentirosa que está sendo divulgada pelos policiais militares do estado. “Repudiamos como mentirosa a versão dos policiais militares, que alegam ter reagido a uma agressão a tiros. Somos um povo da alegria e da festa; um povo pacífico, ordeiro e cumpridor da lei”, diz a associação.
O povo Tembé-Theneteraha sofre constantemente com invasões e ataques a suas terras por parte de exploradores ilegais de madeira ou de fazendeiros que ocupam partes da Terra Indígena Alto Rio Guama. “Há décadas lutamos contra essa violência e não vamos parar até que nenhum metro de nossa terra esteja ilegalmente ocupado”, apontam os indígenas.
A bancada de parlamentares federais do PSOL solicitou formalmente providências imediatas ao governo do Pará, comandado por Helder Barbalho, responsável pela Polícia Militar no estado.
O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), repudiou o brutal assassinato de mais uma liderança indígena paraense. “Os indígenas são um dos que mais sofrem com o esvaziamento das instituições e a ação genocida do atual governo federal”, lembra o prefeito.
Solidariedade aos Tembé Tenetehara diante do assassinato do jovem Izack, em Capitão Poço. Os indígenas são um dos que mais sofrem com o esvaziamento das instituições e a ação genocida do atual governo federal. Apelo a @SegupPara e @MPF_PA para que se apure com rigor esse crime.
— Edmilson Rodrigues (@EdmilsonPSOL) February 14, 2021
A deputada federal do PSOL pelo estado, Vivi Reis, garante que o seu mandato vai oficiar a Secretaria de Segurança Pública do Pará (SEGUP) para exigir rigorosa investigação dos fatos.
Nosso mandato acompanha com apreensão o caso e vai oficiar a SEGUP exigindo investigação rigorosa dos fatos. Estaremos junto com a SDDH, demais movimentos e entidades pressionando para que esta morte não fique impune!
— Vivi Reis (@vivireispsol) February 13, 2021
A deputada estadual do PSOL no Pará, Marinor Brito, acompanha a diligência no município de Capitão Poço para apurar as informações sobre ao assassinato de Isac Tembé. Ela é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
Como vice-presidente da Comissão de DH da Alepa, e por sempre defender os direitos das populações indígenas, nosso mandato, representado pela assessoria jurídica, se soma à diligência no município de Capitão Poço, para apurar as informações relativas ao assassinato de Isac Tembé.
— Marinor Brito (@marinorpsol) February 16, 2021
Os vereadores do PSOL na capital Belém também repudiaram o brutal assassinato e cobram providências das autoridades do governo do estado. Lívia Duarte e Fernando Carneiro usaram as redes sociais para externar seu pedido de justiça.
Que o @GovernoPara seja rápido em apurar essa TRISTEZA! Governador @helderbarbalho, Não é mais possível que o Pará ocupe as páginas dos jornais com tanto sangue! QUERO JUSTIÇA! Exigimos justiça! https://t.co/dLPReMf7mY
— Lívia Duarte ✊🏿 (@liviaduartepsol) February 14, 2021
O povo indígena Tembé-Theneteraha denuncia envolvimento de agentes da segurança pública com milícia privada para fazendeiros no Pará.
Isak Tembé-Theneteraha, presente!! https://t.co/WfPugi97c0
— Fernando Carneiro (@FernandoPSOL) February 16, 2021



