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Pré-candidato do PSOL ao governo de Minas reafirma pautas dos movimentos sociais

Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

No último final de semana, em Belo Horizonte, o PSOL de Minas Gerais escolheu Fidélis Alcântara como pré-candidato ao governo do Estado. Nascido na cidade mineira de Coluna, Fidélis é graduado em publicidade e militante do movimento em defesa do direito à cidade. Atualmente tem participado da organização do Comitê de Atingidos pela Copa em Belo Horizonte e denunciado as remoções e violações aos direitos humanos, a especulação imobiliária, além dos gastos absurdos com megaeventos.
 
Desde já, a pré-campanha de Fidélis assume como seus eixos norteadores a radicalização da democracia, o direito à cidade e à terra, a luta contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, o combate contra todas as formas de opressão e a defesa de uma sociedade socialista e libertária.
 
Abaixo, confira a entrevista concedida por Fidélis Alcântara à redação do site do PSOL Nacional.
 
1- Qual a expectativa do PSOL-MG para as eleições deste ano?
Acreditamos que esta eleição será um marco na história do país. As grandes manifestações das ruas deram novo fôlego aos insatisfeitos para participar da política e superar a polarização PT-PSDB, que dá sinais de esgotamento. Esses partidos não conseguem enfrentar os motivos de revolta da população, por repetirem os mesmos projetos que atendem às velhas oligarquias e ao grande capital. Isso ficou óbvio com a Copa do Mundo, em que o Governo entregou grandes somas de recursos públicos a um megaevento que tornou os Estádios inacessíveis à população, causou despejos forçados, violações aos direitos humanos. Enquanto isso os equipamentos públicos continuam sucateados, deixando de garantir os direitos sociais. Enfim, essa é a velha política, em detrimento dos interesses populares. Seremos uma voz de oposição real ao Governo do PSDB para mostrar que é possível governar de outra maneira. Esperamos ampliar a representatividade do partido na sociedade e eleger representantes ao legislativo estadual, que estarão a serviço dos insatisfeitos e dos movimentos sociais.
 
2- Quais são as principais bandeiras que o PSOL vai trazer no programa para o governo de Minas Gerais?
Construiremos nossas pautas em reuniões ampliadas, convidando a sociedade a participar de nosso programa. Os eixos de nossas bandeiras são o empoderamento popular com radicalização da democracia, o direito à cidade (com mobilidade e habitação para todos), direito à terra e a luta contra as opressões (de raça, gênero, identidade sexual). Entendemos que a ampliação de canais de efetiva participação popular é fundamental para a garantia da dignidade da vida e de direitos, como: tarifa zero no transporte público, moradia, terra para os trabalhadores do campo e agricultura familiar, valorização/universalização da educação, da saúde, da assistência social, combate à influência do poder econômico que corrompe a política, controle social das instituições, desmilitarização da polícia, ecossocialismo e luta contra as opressões cotidianas sofridas pela população LGBT, pelos negros, pelos jovens nas periferias e pelas mulheres.
 
3- Qual o maior desafio em representar o partido nas eleições um ano após as jornadas de junho, quando milhares de pessoas foram às ruas em todo o país?
 
O grande desafio é conseguir levar as pautas das ruas para a campanha de maneira clara e objetiva, atento à real demanda da população sem vacilar ou recuar nas posturas que o partido sempre defendeu, mostrando que é possível governar de outra maneira, apoiados na participação política da sociedade. Nós, que sempre fizemos parte dessas manifestações, acreditamos que podemos levar adiante um projeto de governo que priorize o empoderamento popular, construindo políticas públicas horizontalizadas e com ampla participação dos trabalhadores e usuários dos serviços públicos.
 
4- O PSOL em Minas vai buscar consolidar a Frente de Esquerda, juntamente com PSTU e PCB?
Sim, a expectativa do PSOL-MG é que com a nossa escolha para concorrer ao Governo do Estado de Minas Gerais, a Frente de esquerda ganhe impulso para se concretizar, unir forças e alcançar um patamar mais amplo na disputa deste ano.
 
5- O PSOL-MG participará das manifestações convocadas pelos movimentos sociais durante a Copa do Mundo?
A militância do PSOL-MG sempre esteve e estará nas lutas das ruas. Agora, com a chegada da Copa, essa participação ganha mais importância, pois é preciso pautar temas locais que estão sendo deixados de lado, como proteção das crianças, proteção das profissionais do sexo, proteção das pessoas em situação de rua, prevenção ao tráfico de pessoas, gastos municipais e estaduais com o receptivo Fifa e outras exigências que não trarão retorno algum para a sociedade. Além disso, ainda temos as questões da lei de segurança nacional, a lei geral da Copa, que garante isenção fiscal para os patrocinadores e a constante criminalização dos movimentos sociais.

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