Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa
Esta quinta-feira, 15 de maio, é dia de estudantes, trabalhadores e militantes dos movimentos sociais voltarem às ruas de várias capitais para protestar contra as injustiças provocadas pela organização em torno da Copa do Mundo, que começará no 12 de junho. Em todas as cidades que sediarão o mundial, será promovido o ato denominado 15M: Dia Nacional de Mobilização contra as injustiças da Copa. Manifestações em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e em outras cidades retomarão o clima das jornadas de junho, do ano passado, quando milhares de pessoas foram as ruas em todo o país reivindicar mudanças e também denunciar os prejuízos da Copa do Mundo no Brasil, como as remoções de famílias, mortes de operários por condições de trabalho inadequadas e gastos abusivos com a construção dos estádios.
Em São Paulo, a concentração terá início às 17h, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. O pré-candidato do PSOL à Presidência da República, senador Randolfe Rodrigues, e a pré-candidata à vice-presidente, Luciana Genro, participarão do ato do 15M na capital paulista, juntamente com militantes e lideranças do PSOL. Antes, no início da tarde, Randolfe e Luciana levarão sua saudação aos professores das redes estadual e municipal, no ato pela Educação Pública em SP – Professores voltam às ruas. A atividade dos professores será em frente a Secretaria Municipal de Educação, de onde sairão em caminhada até a porta da Prefeitura de São Paulo.
Conforme explica o texto de mobilização do 15M, o governo Dilma já gastou mais de 30 bilhões com as obras da Copa. “De todo esse gasto, 85% saíram dos cofres públicos. Até agora, a Copa já removeu mais de 170 mil famílias. No país dos mega-eventos, as injustiças sociais são a regra. Não faltam recursos, e sim compromisso em atender as necessidades da população! Ao invés de responder às nossas reivindicações, os governos federal, estaduais e municipais respondem através da repressão e da criminalização dos movimentos sociais”, ressalta a convocatória.
No evento criado em uma página nas redes sociais, os estudantes que participam da organização afirmam que o 15M foi construído com independência política, “na contramão da direção majoritária da UNE (UJS), que prefere se reunir com Dilma em sinal de apoio e submissão”. Eles também afirmam que a entidade é um braço do Ministério dos Esportes de Aldo Rebelo (PCdoB), ao convocar a juventude para trabalhar de graça no programa de voluntários da Fifa.
O PSOL apoia as manifestações que serão realizadas nas diversas capitais neste 15 de maio. Em nota, o presidente nacional do partido, Luiz Araújo, lembrou que o PSOL foi o único partido que votou contra a Lei Geral da Copa e está enfrentando as tentativas conservadoras de criminalizar os movimentos sociais, por meio de uma nova lei de segurança nacional. “A insatisfação popular escolheu como símbolo dos desmandos governamentais os abusivos gastos com a realização da Copa da FIFA, contrapondo estes à precária situação dos serviços de transporte, saúde e educação. Estádios superfaturados, obras urbanas prometidas e não realizadas, remoções de moradores e uma legislação que concede a uma entidade privada privilégios dentro do país”, enfatiza.
Saiba mais sobre o 15M em todo o país no link: http://on.fb.me/1mss0b
Leia também a nota assinada pelo presidente nacional do PSOL: Nota de apoio às mobilizações de 15 de maio

