A bancada do PSOL, o Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política enviaram, no último dia 14 de janeiro, uma Carta à Corte Interamericana de Direitos Humanos com novas denúncias contra o presidente Jair Bolsonaro por violações aos direitos humanos e insultos às vítimas da ditadura militar.
Em maio, o grupo já havia apresentado denúncia, acatada pela Corte, contra homenagens ao coronel Sebastião Curió em redes oficiais do governo. Agora, novos fatos graves de violações aos direitos humanos feitas por Bolsonaro devem ser incorporadas a ação já existente.
Em 20 de dezembro de 2020, Bolsonaro elogiou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, disse que não houve tortura no DOI-Codi, coordenado por Ustra, e insultou prisioneiros políticos torturados no local. No dia 29, o presidente zombou das torturas sofridas pela ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 6 de janeiro, o Superior Tribunal de Justiça acatou o pedido do governo federal para suspender o direito de resposta dos familiares de vítimas da ditadura militar nas redes sociais institucionais, que homenagearam os militares envolvidos na Guerrilha do Araguaia e o coronel Sebastião Curió, que chefiou a ação.



