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PSOL protocola nova representação contra Renan Calheiros

O PSOL pediu hoje ao Conselho de Ética do Senado que investigue a denúncia de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), teria favorecido a Schincariol, depois que a empresa comprou por R$ 27 milhões uma fábrica de refrigerante do irmão dele, deputado Olavo Calheiros (PMDB/AL). Nesta nova representação, o partido lembra que a compra da fábrica, que estava prestes a fechar as portas, segundo reportagem da revista Veja, coincidiu com visitas que o senador teria feito à cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Receita Federal para tratar de problemas de sonegação da cervejaria.

Pelo mesmo motivo, o partido deu entrada na Câmara a uma representação
contra Olavo Calheiros e contra o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA),
este pela suspeita de favorecer a empreiteira Gautama em processos
relacionados à licitação. Em nota à imprensa, Renan Calheiros afirma
que se sente impedido de tratar da representação, após ter entregue ao
primeiro vice-presidente da Casa, senador Tião Viana (PT-AC), a
competência de tratar de matérias de que é alvo. Mas ele acrescenta que
"a representação ora encaminhada à Mesas Diretora mostra, uma vez mais,
o caráter eleitoral deste episódio como uma disputa política de
Alagoas".

A presidente do PSOL, ex-senadora Heloisa Helena (AL), nega que a
iniciativa tenha ligação com questões eleitoreiras. "Estamos cumprindo
a nossa obrigação, obrigação de todo pai e de toda mãe se ensinar aos
filhos que eles não podem roubar", rebateu. O senador Tião Viana disse
que convocará os colegas da Mesa Diretora para examinar a representação
logo que esta lhe for entregue. Segundo ele, a maioria dos senadores da
Mesa é que decidirá se a representação deve ou não ser encaminhada ao
Conselho de Ética.

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