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Secretaria de Finanças do PSOL emite nota em que questiona análise de contas pelo TSE

Confira abaixo nota da Secretaria de Finanças do PSOL sobre análise das contas do partido de 2010, feitas pelo TSE.
 
TSE erra no julgamento das contas do PSOL 
 
O TSE julgou dia 3 de setembro de 2013 as contas eleitorais do PSOL de 2010, e reprovou as contas do partido. No processo 383978 aprovou a prestação de contas dos nossos candidatos a presidente, Plínio de Arruda Sampaio, e a vice, Hamilton Assis. No entanto, a conta reprovada não teve movimentação financeira, ou seja, zero de entrada e zero de saída. A conta reprovada foi aberta apenas para atender a uma exigência legal, para receber doação de empresas, mas como o PSOL nacional não recebeu dinheiro de empresa não teve movimentação bancária e, por isso, foi penalizado.
 
O valor de 171.232,22 mil reais refere-se a gastos que o partido utilizou na campanha, sendo R$ 60.956,22 em transporte e R$ 40.500,00 em materiais gráficos, informado através dos recibos eleitorais 615289 e 615290, R$ 3.000,00 em aluguel, através do recibo eleitoral 615203,207,28. Foi repassado através de cheques o valor de R$ 66.776,00, por meio dos recibos 615.201,202,205,206 e 243, devidamente informados ao TSE (http://spce2010.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010/resumoReceitasByComite.action?filtro=N&sqComiteFinanceiro=875&sgUe=BR) na prestação de contas nº 383878, a qual foi registrado na prestação de contas eleitoral para efeito contábil e no intuito de ampliar a transparência e a lisura no julgamento das contas. Mas o pagamento efetivo está registrado  no processo 92167, que está em análise.
 
No entanto essa informação não foi levada em consideração nos julgamento da PC 383978 (http://spce2010.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010/resumoDespesasByComite.action?sqComiteFinanceiro=1877&sgUe=BR&filtro=N), que refere-se à conta zerada por não receber dinheiro de empresas. Cometeu-se um erro no julgamento das contas do PSOL, haja vista o nosso compromisso na defesa da transparência do uso do dinheiro público, o qual utilizamos através do fundo partidário.
 
Ressaltamos nosso compromisso na defesa do financiamento público de campanha, porém os mecanismos de acompanhamento e fiscalização devem ser aperfeiçoados no intuito de aproximar a justiça da realidade, pois a aplicação abstrata e pura da lei às vezes impõe injustiça aos que não possuem contratos com magníficos escritórios de contabilidade e aos que defendem a correta fiscalização e transparência e preservação da coisa pública.
 
Estamos estudando as possibilidades de recurso para esclarecer junto ao Tribunal a confusão feita no julgamento da prestação de contas eleitoral das diversas contas envolvidas e esperamos que seja corrigido o erro cometido de suspender injustamente o repasse do Fundo Partidário.
 
Francisvaldo Mendes de Souza
Secretário Nacional de Finanças do PSOL

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