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Temer anuncia fim do Ciência Sem Fronteira para estudantes de graduação

Fonte: Mandato deputado Edmilson Rodrigues

Mais uma vez, o governo interino de Michel Temer promoveu um novo corte na educação sob a justifica de poupar gastos. Na última segunda-feira (25/07), o Ministério da Educação anunciou o fim da concessão de novas bolsas de intercâmbio a alunos do programa Ciência sem Fronteiras, o que, para o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) marca o retrocesso na promoção da consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio internacional.

“Para esse governo, a solução é menos saúde, mais analfabetismo, menos investimento em ciência e tecnologia, menos futuro à nossa juventude e ao nosso país. Tudo isso para garantir mais lucro aos banqueiros transnacionais. Eu que sou crítico do governo Dilma Rousseff, pelas concessões feitas às empresas privadas da área de educação, particularmente, em relação ao ensino superior, advogo, no entanto, que um dos mais importantes programas de todos de tempos na área da educação foi exatamente o Ciência sem Fronteiras”, destaca Edmilson.

“O Brasil ocupa espaços vergonhosos entre os vários sistemas de educação do mundo. Consegue ter uma qualidade do ensino público inferior a países paupérrimos, como o Paraguai e o Uruguai. Enquanto ainda temos 13 milhões de analfabetos, Cuba, Venezuela e Bolívia já erradicaram essa doença social. Para aumentar a vergonha internacional, o governo Temer propõe como solução para a crise reduzir investimentos nas áreas sociais, mormente a educação. Em nome do ajuste fiscal, aponta o congelamento dos gastos a fim de garantir aumento o superávit primário com o objetivo de pagamento da dívida pública”, observa.

O deputado paraense lembra que, em 2015, a dívida pública gerou despesa equivalente a 42% do orçamento federal, com mais de R$ 900 bilhões pagos somente de juros e parte da amortização da rolagem da dívida, o correspondente a cerca de R$ 3 bilhões por dia. A dívida externa já extrapola R$ 3 trilhões, hoje. “Os valores que o ministro da Educação (Mendonça Filho) julga ser elevados, expressam apenas a mesquinhez de quem tem compromisso com os interesses estrangeiros e dos especuladores financeiros e nenhuma responsabilidade com o futuro do Brasil”.

 

 

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