Em seu artigo semanal, que sai todas as terças-feiras na Folha de S. Paulo, Guilherme Boulos tratou sobre como o Brasil é um país refém de um perverso. Este perverso é Jair Bolsonaro. “Sua postura diante de quase 300 mil mortos já ultrapassou faz tempo as fronteiras da política. Estamos no terreno da perversidade humana”, apontou Boulos em seu artigo sobre a postura genocida que o presidente vem tendo na condução da pandemia no Brasil. Nesta semana o país deve atingir a trágica marca de 300 mil mortos pela Covid-19.
Mestre em psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP, Guilherme Boulos lembra um artigo de Sigmund Freud de 1916: “o ressentimento infantil é capaz de produzir monstros”. E aponta diversas características da infância de Bolsonaro que o transformaram neste presidente em “vingança paranoica com o mundo”.
“O fato é que o Brasil está refém da crueldade de um homem. Alguém que, diante do sofrimento do outro, não sente solidariedade, mas desprezo. Alguém que sente gozo com a morte, assim como sempre revelou sentir com a tortura”, conclui Boulos ao analisar os ressentimentos de Bolsonaro contra perseguidos da ditadura militar, quilombolas e até a sua fixação com nióbio.
“Da mesma forma que, na política, ninguém abre mão do poder por conta própria, na vida psíquica ninguém abre mão do que lhe causa prazer”, relembra Boulos ao dizer que Bolsonaro não irá parar sozinho.



