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Carta a Bolsonaro no 7 de setembro: “Grandeza é uma palavra que você desconhece”, diz Boulos

O artigo de Guilherme Boulos na Folha de S. Paulo neste feriado de 7 de setembro é uma carta a Jair Bolsonaro. Cada vez mais descolados do Brasil real, Bolsonaro e seus (cada vez menos) apoiadores repetem bravatas antidemocráticas contra instituições, governadores, urnas eletrônicas e a própria realidade.

“Agora o problema é você. É o preço da gasolina, do gás, do feijão. O morticínio da pandemia, o desemprego, enfim, os feitos desumanos do seu governo. Seu discurso prega para convertidos, mas está alheio às preocupações do povo”, alerta Boulos ao constatar que a maioria esmagadora do Brasil está indignada com o modelo genocida de governar de Bolsonaro e seus capangas militares e milicianos.

“Sabemos palavra por palavra o seu discurso de hoje no caminhão de som da avenida Paulista: vai falar que o STF não te deixa governar, ameaçar sair das “quatro linhas da Constituição”, pregar o voto impresso, exaltar militares que te seguem, desacreditar as pesquisas, blá-blá-blá”, prevê Boulos.

O cerco contra Bolsonaro se fecha e por isso a única alternativa que possui é dobrar a aposta nas ameaças à democracia e subir o tom de voz.

“Você está com medo, Jair. Também, pudera: Carluxo sentindo o cheiro da cadeia, CPI fechando o cerco e até o 04 pode entrar na dança. Nas suas palavras de ameaça vejo um homem desesperado, mal resolvido, acuado pelo turbilhão dos fatos. Você não vê alternativa a não ser dobrar a aposta, fugir para a frente”, fala Boulos na carta endereçada ao (ainda) presidente.

As diferenças de Bolsonaro para outros presidentes democráticos no Brasil são evidentes e Boulos lista uma série delas. “Getúlio, quando acuado por forças golpistas em 1954, deu sua vida à nação e adiou o golpe militar por uma década. Brizola, vendo a mesma marcha em 1961, entrincheirou-se no Sul e deu início à Campanha da Legalidade. Jango, três anos depois, mesmo sitiado, promoveu o Comício da Central do Brasil e manteve-se fiel aos interesses do povo até o final. Tiveram todos grandeza histórica. Mas grandeza é uma palavra que você desconhece”, enumera Boulos.

“Você não tem ideais, não tem projeto, é movido apenas pelos ressentimentos que acumulou ao longo da vida e por um instinto animalesco de sobrevivência”, manda o recado Boulos, antes de concluir: ‘Vejamos o que este dia 7 reserva ao Brasil, mas para você pode ser o início do fim”.

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