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Ministros do STF criticam financiamento privado de campanhas, durante conferencia nacional da OAB

Os ministros Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticaram fortemente o financiamento privado das campanhas eleitorais no Brasil, durante a XXII Conferência Nacional dos Advogados, que ocorre no Rio de Janeiro de 20 a 23 de outubro.
 
Segundo o ministro Lewandowski, atual presidente do STF, “este tipo de financiamento de campanha dá muito mais força para as empresas, menos poder para o cidadão e vira uma fonte de corrupção. É necessário rever o nosso sistema eleitoral”.
 
Uma ação judicial contrária ao financiamento privado de campanha, ajuizada pela OAB no STF, está ainda em fase de votação. Mas dos 11 ministros, 6 votos já deram votos favoráveis a Ação da OAB, que só não teve sua votação concluída devido ao pedido de vistas feito pelo ministro Gilmar Mendes, que atuou para protelar a decisão.
 
O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, também justificou seu voto contrário às doações privadas. “Votei contrariamente porque não concordo com o modelo brasileiro atual onde empresas financiam diversos candidatos de diferentes ideologias. Ou elas estão sendo achacadas ou estão comprando interesses futuros”, avaliou Barroso.
 
No discurso de abertura da XXII Conferência Nacional dos Advogados, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, citou a ação da entidade que tramita no STF e reforçou a necessidade de se acabar com os investimentos de empresas em campanhas eleitorais no Brasil.
 
O PSOL, em especial o mandato do deputado Ivan Valente, tem lutado contra o financiamento privado das campanhas eleitorais e denunciado tal prática como fonte da corrupção na política brasileira. E por coerência, nossa campanha não aceita recursos de empresas, apenas de pessoas físicas.
 
É preciso dar continuidade a essa luta, pressionando o plenário do STF para que julgamento da Ação da OAB, contra o financiamento privado de campanha, seja concluído no menor tempo possível.

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