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Presidente do PSOL vai a Salvador nesta sexta cobrar respostas sobre assassinato de miliciano

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, vai a Salvador nesta sexta-feira (14) para se reunir com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa. O encontro é para cobrar explicações sobre as circunstâncias da morte do miliciano foragido Adriano da Nóbrega no último final de semana.

Adriano era chefe do Escritório do Crime, milícia mais antiga e bem estruturada do Rio de Janeiro e estava sumido há mais de um ano. Para Juliano, a captura do miliciano poderia auxiliar na elucidação de uma série de crimes, inclusive do assassinato brutal da vereadora do PSOL Marielle Franco, que está prestes a completar dois anos sem responsabilização dos mandantes do crime.

O miliciano, que é ex-capitão do Bope, também está ligado ao escândalo de corrupção ligado ao senador Flávio Bolsonaro e toda a sua família. Sua mãe e a sua esposa foram nomeadas no gabinete do filho do presidente quando ele ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. As duas remetiam parte dos salários recebidos ao ex-policial Fabrício Queiroz, suspeito de comandar o esquema de “rachadinha” no gabinete.

Segundo o presidente do PSOL, o que mais chama a atenção na ação policial que culminou com a morte de Adriano da Nóbrega no último domingo (9) foi a foto tirada com os armamentos que supostamente estavam em posse do miliciano.

“São duas espingardas e duas garruchas velhas, enferrujadas, que nada lembram o que deveria estar em posse de um miliciano que era um atirador de elite. É pouco crível, pouco factível. Como já disse, o Psol não quer ser leviano e levantar nenhum tipo de suspeita, mas uma série de questionamentos estão pairando sobre as polícias que se envolveram na ação”, afirmou Medeiros aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual, nesta terça-feira (11).

Sobre o ex-juiz e atual Ministro da Justiça Sérgio Moro, Juliano Medeiros acredita que ele é no mínimo omisso. “Ele deveria se manifestar não só sobre o caso do Adriano da Nóbrega, mas sobre todos os demais. E tem se mantido calado como parte desse grande pacto de silêncio que envolve a família Bolsonaro. Moro é, no mínimo, omisso. Mas mais do que isso, ele parece comprometido com essa operação de blindagem, o que é muito grave”, cobrou o presidente do PSOL.

Com informações da Rede Brasil Atual

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