Trabalhadores e estudantes portavam cartazes e faixas de protesto contra os gastos com a Copa e pediam mais investimento em saúde e educação. O protesto contou com a participação de integrantes do Comitê Popular da Copa e do Sindicato Nacional de Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe), em greve há 52 dias. Os servidores se uniram ao grupo para pedir que o governo federal atenda às reivindicações da categoria.
Segundo Silvana Tineda, uma das coordenadoras do sindicato, a pauta de reivindicações inclui o estabelecimento de uma data-base, a antecipação de 5% do reajuste que estava previsto para o ano que vem. Eles também pedem a abertura de negociação com o governo porque o acordo de 2012 estaria sendo descumprido, além da reestruturação da carreira dos técnicos.
Os policiais militares fizeram cordão de isolamento no Eixo Monumental, a 500 metros da rodoviária, para que os manifestantes não chegassem perto do estádio. Segundo o Governo do Distrito Federal, as forças de segurança atuarão de forma integrada e reforçada, com 3.488 policiais militares, civis, bombeiros, agentes de trânsito e seguranças particulares no interior e nos arredores do estádio.
Protesto em Curitiba
Nesta segunda-feira (16), cerca de 100 ativistas se reuniram no centro de Curitiba-PR, na Boca Maldita, para protestar contra os gastos com a Copa do Mundo. A capital paranaense foi palco da disputa entre Irã e Nigéria, que se enfrentaram na Arena da Baixada.
Os militantes tentaram seguir em direção ao estádio, que teve a segurança reforçada. A manifestação foi pacífica e acompanhada por policiais. O ato foi organizado pela internet.
“Este é um momento decisivo para o povo. Ou somos coniventes ou somos combatentes quanto à Copa do Mundo no Brasil”, dizia a descrição do evento, que teve 2,6 mil confirmações no Facebook.
A intenção dos manifestantes é mostrar a indignação com a organização do Mundial, com ênfase nas remoções de famílias para dar espaço às grandes construções e nas mortes em acidentes de trabalho em canteiros de obras da Copa: três em São Paulo, quatro em Manaus, uma em Brasília e uma em Cuiabá.

