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Professores das universidades federais iniciam greve em todo o país

Teve início nesta quinta-feira (28) a greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino, com a instalação do Comando Nacional de Greve (CNG), na sede do Andes-SN (sindicato nacional que representa a categoria), em Brasília (DF).   
 
Docentes de 18 seções sindicais em 12 estados já aderiram à paralisação por tempo indeterminado e o dia foi marcado por manifestações e atos públicos nas instituições (veja aqui o quadro). Técnico-administrativos de diversas universidades também iniciaram, nesta quinta, a greve nacional convocada pela Fasubra (Federação dos Servidores das Universidades Brasileiras).
 
O Andes-SN explica que a última reunião de negociação com o Ministério de Educação (MEC), antes do Setor das Instituições Federais de Ensino do Andes-SN apontar a deflagração da greve nacional, aconteceu em abril de 2014, sendo que depois o processo foi suspenso pelo governo. No dia 22 de maio, após o anúncio da greve, o Sindicato Nacional foi recebido por representantes do MEC que não apresentaram nenhuma resposta à pauta dos docentes e ainda negaram o acordo que havia sido firmado entre a Secretaria de Educação Superior do MEC (Sesu/MEC) e a entidade no ano passado, acerca de pontos conceituais da carreira do professor federal.
 
O presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, ressalta que a greve foi o último recurso encontrado pelos docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos para a educação pública e dar respostas ao total descaso do Executivo frente à profunda precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições Públicas Federais. Segundo ele, muitas universidades já estão impossibilitadas de funcionar por falta de técnicos, docentes e estrutura adequada.
 
Em nota, o Comando Nacional de Greve reforça que “o movimento demonstra uma resposta política à indignação que tomou conta da categoria depois de tantas tentativas de negociação com o governo, sem resultados concretos”. O CNG conclama a categoria docente a integrar esta jornada e chama os demais segmentos da educação federal a estarem unidos nesta luta e solicita também apoio de toda a sociedade. “Exigimos do governo negociação efetiva em torno da pauta já protocolada.” Confira a nota do Comando Nacional de Greve.
 
A pauta de reivindicações dos docentes inclui defesa do caráter pública da universidade; melhoria nas condições de trabalho; garantia da autonomia; reestruturação da carreira e valorização salarial de servidores ativos e aposentados. Confira aqui a pauta completa de reivindicações.

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